quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O último post (ou não)

Há um ano e cinco meses, retornei de meu intercâmbio. Em 17 meses, muita coisa acontece e muita coisa muda. Por exemplo, trabalho como editora freelancer de um site sobre educação superior no exterior, o Hotcourses Brasil há 13 meses. Tive experiência como professora de inglês e conheci dois países da Europa.

Sou grata por tudo que conquistei desde então, mas não vejo sentido em escrever sobre a minha vida no Brasil, sendo que a intenção deste blog, desde o princípio, era escrever sobre a minha vida nos Estados Unidos. O certo é que o blog deixe de existir no mesmo momento que meu intercâmbio; e foi mais ou menos o que aconteceu, já que deixei de postar conteúdo há um bom tempo.

Mantenho-o online na esperança de que ainda sirva de inspiração para meninas brasileiras que gostariam de ser au pair. Penso que poderia ter o aproveitado de muitas outras formas durante meus meses na América, mesmo assim tenho um carinho muito grande por ele. Quase como se mantivesse vivo, virtualmente, o que já é parte do meu passado.

Tinha medo e evitei ao máximo transformá-lo em um diário virtual. "Hoje eu fiz compra no Walmart e depois fui tomar café no Dunkin Donuts com as minhas amigas brasileiras." Não. A internet já está cheia de blogs-diários de au pairs brasileiras. Aliás, os Estados Unidos está cheio de au pairs brasileiras. Isto já não é mais novidade, muito menos exclusividade de poucas. O que é muito bom. Ser au pair é maravilhoso e eu recomendo mil vezes.

Querida leitora em dúvida se vai ou não vai: VÁ. Mas antes, entenda...

Você precisa (ênfase no PRECISA) gostar de crianças. Eu sei que o trabalho é só parte do programa, e você vai ter tempo e dinheiro de sobra para curtir e viajar. Mas pense que se não fosse pelas host kids você não estaria nos Estados Unidos, eles são a parte fundamental para que o programa au pair exista. E o mais importante: essas crianças estão acostumadas a se apegar a au pair e, em um ou dois anos, vê-la partir, para novamente ter de se acostumar com alguém novo. Enquanto seus pais, os host parents, trabalham fora e mal têm tempo para eles. Eu fui muito boa para aqueles dois, e os amo demais - mesmo que não os veja nem por Skype há quase um ano. Por isso, pense bem antes de viajar para ser babá, se depois só souber maltratar ou ignorar as suas crianças.

Dito isso, acho que o resto você encontra nos meus posts antigos ou em outros milhares de blogs de au pairs disponíveis na rede. Não direi que este é meu último post. Nunca se sabe o que nossa cabeça vai criar daqui pra frente. Mas quero agora dedicar um blog a outra paixão. Ideias e planos, ainda em andamento.

Acho mesmo que resolvi escrever para agradecer a quem acompanhou esse blog e me fez companhia enquanto morava fora. Obrigada!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Como economizar enquanto e$tuda no exterior


Hey! Depois de três meses sem postar, passo aqui para publicar o mais novo infográfico feito exclusivamente pelo Hotcourses Brasil, o site do qual tenho o orgulho de ser editora! São dicas e curiosidades de como economizar enquanto e$tuda no exterior. Como guardar dinheiro e evitar gastos desnecessários em situações comuns do dia-a-dia do estudante estrangeiro em uma terra desconhecida.

*Clique na imagem para visualizar o infográfico maior.


Economizar enquanto estuda no exterior [Infographics]
Created by Hotcourses Brasil

quinta-feira, 8 de março de 2012

Síndrome do Regresso

Sabe aquela depressão pós intercâmbio que eu já mencionei aqui? Ontem, eu descobri que isso tem outro nome: síndrome do regresso. A matéria da Folha.com diz absolutamente TUDO pelo o que eu e um sem-número de pessoas passamos. É um alívio saber que tudo isso é completamente normal e até caso de estudos. Se você está se preparando para sua volta, vale a pena ler para se ter uma ideia do que está por vir. (Não deixem de ler, na matéria, a Montanha-Russa do Viajante. Não poderia ser mais real!)

Mas quem eu mais aconselho a ler o artigo são familiares e amigos de intercambistas! Para que percebam que nada de errado realmente está passando com quem acabou de retornar, é só uma fase - e que exige muita paciência. Tomo meu caso como exemplo: com seis meses desde a minha volta, eu ainda acho tão amargamente inevitável mencionar ou comparar os EUA com o Brasil em toda conversa com amigos e conhecidos, que eu consigo até ouvir os pensamentos "Lá vem essa conversa de novo". É claro que eu já me sinto em casa, mas nos primeiros meses meus pais chegaram a achar que eu não era mais feliz no Brasil. E o mesmo chegou a passar pela minha cabeça inúmeras vezes.

No entanto, a verdade é que a fase pós intercâmbio demora mesmo pra passar. E descobrir que existe a síndrome do regresso e que este comportamento foi comprovado por estudos é como ter a TPM pra culpar o mau humor! O artigo me deu um pouco de conforto e é por isso que eu compartilho aqui pra tentar ajudar outros intercambistas e para me fazer compreendida quando menciono sobre a depressão pós intercâmbio.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Washington?


Depois de responder várias perguntas sobre Washington D.C. (Por que você a chama de DC? Onde fica a cidade de Washington? A cidade fica no Estado de Washington?), resolvi escrever este post para explicar alguns detalhinhos.

A cidade Washington, D.C. (foto) é a capital dos Estados Unidos e está localizada entre os Estados de Maryland (norte) e da Virginia (sul), na costa leste do país. D.C. é de Distrito de Colúmbia (District of Columbia); e é só pela abreviação que os americanos se referem à capital, para evitar confusão com o Estado de Washington, que fica do outro lado do país, na costa oeste. A maior e mais famosa cidade deste estado é Seattle, berço do grunge e do seriado Frasier. Portanto, a cidade capital dos Estados Unidos, Washington D.C., não tem nada a ver com o estado Washington, a não ser o nome.

Entendido?

sábado, 31 de dezembro de 2011

So long 2011

Terminei 2010 escrevendo como os anos têm sido bons comigo desde 2006. Hoje, no último dia de 2011, eu posso acrescentá-lo na disputa. Passei mais da metade dele nos EUA, ainda de intercâmbio. Conheci Miami e Chicago, e viajei pela segunda vez para a Disney. Como não podia ser diferente, fui a shows: Sweetlife Festival (The Strokes, Lupe Fiasco, Girl Talk e outros), Mumford & Sons, U2, Black Eyed Peas, Blink 182. E não um, mas DOIS shows do My Chemical Romance, minha banda do coração.

Logo após acabar meus dias como au pair, recebi parte da minha família na minha casa americana, e compartilhei o sonho da minha mãe de conhecer os Estados Unidos. Uma viagem de quase 10 dias pela Virginia, Washington DC e Nova York, ao lado dela e de meu irmão, fechou minha experiência na América.

E então foi o momento de rever família e amigos após 18 meses fora. E mesmo depois de perder quase três meses numa depressão pós intercâmbio (e procurando curar minha cachorra adoecida), 2011 ainda tinha planos para me surpreender: consegui ocupar minha mente com meu primeiro trabalho em tradução e redação.

(Observação: mudei de cor de cabelo em menos de dois meses mais vezes que Ramona Flowers em Scott Pilgrim.)

Agora, nos últimos momentos que me restam deste ano tão bom, mais uma vez, eu sou muito grata por tudo que conquistei e me foi proporcionado. No entanto, minha consciência grita, como para não me deixar esquecer, que à meia noite, quando 2011 virar 2012, eu vou deixar pra trás o último ano em que eu vivi nos EUA. E me dói pensar que isso agora é parte do passado. E que os detalhes se tornarão, a cada dia que passa, memórias vagas.

Mas não é isso que acontece com tudo que a gente vivencia na vida? E se dói agora é porque foi bom enquanto durou, quase como no fim de um relacionamento que terminou sem brigas. Simplesmente porque tinha de terminar. O intercâmbio me fez outra pessoa e me agregou coisas que nunca aconteceriam se eu continuasse por aqui. 2012 é o ano da volta a vida real. E isso me aflige do mesmo tanto que me intriga.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Estudar nos EUA: Hotcourses Brasil

Já mencionei inúmeras vezes aqui que a parte mais legal de ser au pair é ter a oportunidade de estudar nos EUA. Já falei também como muitas meninas acabam deixando de lado essa parte do programa quando se adaptam à vida americana. Também não é novidade que não é fácil decidir o que cursar: é preciso achar uma instituição na área em que irá morar; checar se ela oferece aulas reconhecidas pela sua agência e dará os créditos necessários no programa; e, acima de tudo, saber se elas acrescentarão algo ao seu inglês ou seu profissional.

A melhor opção é já ter uma ideia de tudo isso antes de viajar para os EUA. Eu mesma só encontrei o curso que me interessava seis meses depois de me mudar. Existem algumas formas de pesquisar os estudos, uma delas não só descobri recentemente, como estou escrevendo/traduzindo como freelancer: Hotcourses Brasil.

Neste site, você pode pesquisar cursos pela área, nível de ensino e país. Por exemplo, assim que eu fiz o match com a minha família, eu poderia ter encontrado todas as instituições da Virginia, achado as que têm campus próximo a minha casa, e pesquisado os cursos disponíveis em cada uma delas. (A NOVA, uma das faculdades que eu cursei, está listada no site.) Ou até mesmo já procurar pela área (jornalismo ou língua inglesa, no meu caso) e achar as instituições que a oferece no estado da Virginia.

No Hotcourses, tem como procurar as instituições de cada estado norte-americano e ainda acessar as avaliações de estudantes que já as cursaram, seja de graduação, pós-graduação, doutorado ou, os mais procurados pelas au pairs, cursos de inglês (geral, para negócios, preparatório para exames, online, executivo, entre outros). Uma sugestão para as au pairs que estudaram nos EUA é deixar uma avaliação da instituição no Hotcourses Brasil para ajudar na decisão de futuras intercambistas.

Você pode começar a procurar seu curso agora pelo Course Finder aqui no lado direito do Few Miles.

Outros posts de dicas para futuras au pairs: De au pair para au pair e FAQ.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Farewell Party

Nessa foto, as minhas amigas estavam chegando em casa, todas juntas, para a minha festa de despedida. A famosa e temida Farewell Party que toda au pair tem antes de ir embora. Pra qualquer menina, esse tempo todo morando pelas bandas do tio Sam significa novas amizades. Mais do que isso, significa amigas que serão levadas pro resto da vida. E depois de me despedir de várias delas que voltaram para o Brasil antes de mim - a ponto de ser a veterana entre todas que ficaram, foram chegando e entrando para o círculo de amizades -, chegou a minha vez de ser o alvo dos "a gente se vê no Brasil".

As cinco brasileiras e a húngara se organizaram para chegar reunidas em casa para a janta que os pais americanos estavam preparando (taco pie, o meu prato preferido), com balões, cartões, fotos e cartaz com mensagens de despedida. Só essa imagem aí da foto já me fez encher os olhos de lágrimas. Abrir a porta para essas meninas que significam tanto para mim reforça a certeza de que tudo valeu a pena.

Minha mãe e meu irmão já estavam na Virginia há dois dias e eu já não era mais au pair há quase uma semana. A reuniãozinha foi uma comemoração dos 18 meses bem sucedidos. A cozinha daquela casa nunca ouviu tanto português. Antes das minhas amigas deixarem a casa - e após aproveitarmos da hot tub no quintal pela última vez, - os pais americanos puxaram o coro de "speech, speech, speech". Então, a minha host mom me fez chorar com um discurso de agradecimento pelo um ano e meio que passamos juntos e pelo cuidado que tive com os dois pequenos. E me concedeu o posto de melhor au pair que a família já teve (eu fui a quinta, se contarmos as que nem conseguiram completar um ano). Eu retribuí o discurso e o agradecimento. Minha família americana tinha seus defeitos, como todas as outras que eu conhecia, mas não consigo imaginar lugar e companhia melhor para ter passado esses meses todos.

Melhor disso tudo foi poder reunir num lugar só todas aquelas pessoas (remanescentes) que fizeram parte da minha vida americana e apresentá-los para parte da minha família. Minha mãe, depois da festa, me disse que eu "estava em boas mãos, em relação a família e a amigas". Eu que o diga.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Civic Tour: My Chemical Romance e Blink-182

A volta do intercâmbio pode ser tão complicada quanto a ida. Não nas mesmas proporções. Igual quantia de neuroses, motivos diferentes. Enquanto tento resolver a revolução que se passa na minha cabeça, pensei em escrever os posts pendentes sobre os acontecimentos nos meus últimos dias de Estados Unidos. (E não deixar meu blog tão abandonado só porque estou de volta. Afinal, criei sentimentos por ele depois de todos esses meses.)

O primeiro assunto: meu último - melhor e mais importante - show. A Honda Civic Tour completou dez anos de estrada. Blink-182, depois de muito tempo inativo, foi escolhido para comemorar o marco da primeira década de turnê. E para abrir o show do trio, chamaram -nada mais, nada menos que - MY CHEMICAL ROMANCE. (Obrigada, deus da música ao vivo, por ouvir minhas preces.)



Mais uma vez, eu estava sozinha e consegui ingresso para a fileira A/cadeira 1, separada do palco apenas pelo pequeno espaço em que as pessoas ficam em pé. Para abrir o show de abertura (?), a banda Manchester Osquestra tocou por meia hora. Não prestei muita atenção em tudo, mas ficou marcado uma das falas do vocalista: "We are a good band. You just don't know about it yet". We'll see, my man, we'll see. O show do MCR foi sensacional (afirmação redundante, devo dizer), mas curto. Muito curto. Metade das músicas do setlist do show de maio. No entanto, tive sorte da banda ignorar os dois singles principais do Danger Days (Na Na Na e SING) e tocar minhas duas músicas preferidas do novo (não tão mais novo assim. Quando sai o próximo, MCR?) álbum: Planetary (GO!) e DESTROYA. E mais umas duas músicas que não estavam no outro setlist. A Civic Tour preparou umas distrações para o público: logo no comecinho, alguns balões gigantes foram jogados na platéia, e passados de mão em mão até chegarem no palco, onde Gerard os estourava (e confetes caíam de dentro de cada um deles) enquanto cantava.


Meia hora depois de MCR deixar o palco, Blink-182 entrou para tocar mais de 20 músicas por duas horas. O show é divertido. Não bastasse as músicas teenager-feelings-forever, Mark Hoppus e Tom DeLonge se tiram e interagem com a platéia o tempo inteirinho. Um exemplo: num dos intervalos entre uma música em outra, DeLonge diz...

Tom: Our next song...
Mark: Wait! We need to work on our band communication. We can't start playing right now. Travis is getting a band-aid cause his thumb looks like a ham sandwich. No wait, his thumb looks like your mom after a Friday night.

Ou então, logo após encerrar uma música...
Tom: Why are you staring at me, you perverts!??? I'm giving my everything! Isn't it enough?

Ou ainda as famosas musiquinhas de DeLonge "It would be nice to have a blow job" e "I wanna fuck a dog" (a qual a platéia começa a cantar junto e ele diz "It's like a dream come true you guys singing this back to me").


Não só essa música foi acompanhada pelo público. Blink-182 é uma banda imortal. Todos presentes respeitaram e curtiram o show do My Chemical, mas a maioria esmagadora estava lá pelo Blink. Sabiam todas as letras de cor, jogavam bonecas infláveis e peças íntimas no palco, usavam máscaras do Boomer (personagem de DeLonge no clipe "First Date"), tinham cabelos tingidos de verde ou roxo. Essa comoção faz qualquer show ser ainda mais emocionante. E para ser um pacote completo, Travis Barker fez seu solo de bateria, no bis, numa armação a parte do palco, passando acima do público e virando de ponta cabeça. Ao terminar o show, Hoppus sentou na beira do palco e entregou todas as suas palhetas na mão de fãs. E eu saí me despedindo da casa de shows que me proporcionou tantas memórias nesses meses.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

See you, USA

Eu tenho tanto pra escrever. Tanta coisa que aconteceu nesse mês. Sobre a visita da minha mãe e meu irmão. Sobre o show do Blink 182. Sobre terremoto e furacão. Mas o que me falta de tempo hoje, minha última tarde nos EUA, vou ter de sobra na minha volta ao Brasil.

E eu só tenho a agradecer o dia em que resolvi virar au pair e vir passar esses 18 meses na América. Melhor época da minha vida. Achei que estaria triste por deixar tudo pra trás. Estou. Mas eu levo tudo comigo. Estou bem, preparada para rever tudo e todos.

Não quero que isso seja um adeus, é só um SEE YOU SOON, UNITED STATES OF AMERICA. I love you and I will be back.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

The windy city of Chicago

Como resolução de fim de programa, decidi que ia para Chicago. No entanto, minhas amigas daqui não estão nesse mesmo ritmo frenético de fazer e conhecer tudo em pouco tempo, porque ainda lhes faltam muito para acabar o ano de au pair. Portanto, a decisão ficou entre ou não vou, ou vou sozinha. Fui sozinha!

Pela primeira vez viajo me, myself and I - da mesma forma que encarei shows sozinha aqui - e não é nenhum bicho de sete cabeças. Pelo contrário, é desafiador e até um tanto libertador. Entretanto, um final de semana é suficiente - tanto é, que me peguei entediada umas duas vezes e acabei ligando pra bater papo com as amigas.

Chicago é uma cidade linda. Cheia de prédios enormes e sofisticados dividindo as ruas com construções antigas - inclusive a linha de metrô que faz uma volta completa pela downtown - a região chamada de Loop. Mais uma vez, não tenho o que reclamar do transporte público. A cidade tem até trolley (aqueles bondes/ônibus) de graça fazendo o caminho centro-Navy Pier. Mesmo usando metrô e ônibus em algumas ocasiões, fiz o Loop e a Michigan Ave inteira a pé. E visitei a maioria dos pontos principais que não exigiam gasto (com exceção do Skydeck, que custa $17 a visita).

Como estadia, repasso a dica valiosa de uma amiga: Hostelling International. Um albergue SUPER bem localizado (a dois blocos do Grand Park), grande, limpo e barato (e é uma rede espalhada pelo mundo todo).

Lollapalooza

Deu de calhar ir para Chicago no mesmo final de semana do festival de música Lollapalooza. A cidade estava lotada. Como resolvi viajar de última hora, quando comprei a passagem de avião, os ingressos para os três dias de shows já estavam esgotados. Até tentei achar ingresso para o sábado, em frente aos portões do Grand Park, mas tinha muita procura e pouca oferta. Cheguei a encontrar um para o domingo. Meu voo de volta, no entanto, era às 21h (com um caminho de uma hora de metrô até o aeroporto O'Hare), o que significava ter de sair do festival antes das melhores bandas tocarem (leia-se Arctic Monkeys, Deadmau5 e Foo Fighters).

Aceitei que o Lollapalooza não ia acontecer pra mim esse ano. Mesmo estando em CHICAGO no MESMO fim de semana do festival. Resolvi não gastar o pouco tempo que tinha atrás de ingressos, e fui conhecer a cidade. Carregando comigo a minha recém comprada câmera fotográfica, aqui estão algumas das fotos da viagem.





















Fotos: 1) Wrigley Building 2) Forever Marilyn monument 3) Chicago Theatre 4) Roda gigante do Navy Pier 5) Michigan River 6) The Bean 7) John Hancock Observatory 8) Harold Washington Library Center 9) A vista de Chicago no Skydeck.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I'm coming home

Finalmente, com míseros 29 dias restantes na terra do tio Sam, recebi o itinerário do meu voo de volta (que é feito pela Au Pair In America). Saio dos EUA no dia 31 de agosto às 18h, e faço escala em Atlanta (GA). De lá, parto às 21h20 para chegar em Guarulhos, SP, às 8h15 do dia 1º de setembro.

A minha última semana aqui será a mais corrida de todas porque, além de estar viajando, também servirei de guia para duas pessoas extremamente especiais. Minha mãe e meu irmão virão conhecer um pouco dos USA antes do meu retorno, nos dias extras que são me dados após o término de programa. Na função de au pair, me restam só 17 dias.

Voltarei de Nova York com menos de um dia de intervalo entre o meu voo de partida. Dormir? Só nas 11 horas que passarei dentro do avião (se a ansiedade me permitir). E só no avião pra ficha começar a cair.

domingo, 31 de julho de 2011

Black Eyed Peas

Ontem (30), retornei ao mesmo local em que vi Strokes e Mumford & Sons, mas dessa vez para a grande festa que é o show do Black Eyed Peas. Duas horas de fila, mais duas no gramado esperando debaixo de sol, até o DJ Poet, que fez abertura, começar a tocar. E então, os quatro integrantes do Black Eyed Peas tomaram o palco e daí foi dançar sem descanso. Não há banda que faça músicas pra dançar como eles. Músicas daquelas que quando começa a tocar em club ou em qualquer festa todo mundo grita, acompanha, sabe de cor. E não há um single deles que não pega e vira hit. Portanto, o show é repleto de músicas conhecidas.



Estávamos em quatro brasileiros, e acabamos trombando com mais uma, múnida da bandeira do Brasil. Quando Will.i.am começou a falar sobre o novo vídeo da banda, gravado em nosso país, gritamos o mais alto possível enquanto o resto do povo estava quieto prestando atenção no que ele dizia. Quase no final do show, antes de começar a tocar "Where is the love", Will.i.am comentou sobre diferentes nacionalidades e culturas, conversou com um chileno que estava na grade, e em seguida disse "Vi que tem um grupo de brasileiros ali no fundo. Todo lugar que vamos, tem sempre alguém levantando uma bandeira brasileira. Quem é do Brasil, grita! Se vocês nunca foram para o Brasil, vocês PRECISAM ir. É lindo... Lindas mulheres e música". E nós, lá no fundão, gritando até perder a voz.


Na parte solo do Will.i.am, ele ataca de DJ. No entanto, quando sobe a mesa de som, onde está o computador? Não estava no lugar que deveria estar. O cantor/produtor/ator pede para diminuirem o som e começa a cantar "Where's my computer?" repetidamente, até que alguém da produção sobe ao palco e instala o bendito. Will.i.am então, na arte do improviso, canta um rap sobre a situação que faz tudo parecer proposital, parte do show. Quando o set termina, ele diz: "Quando vi que meu computador não estava na mesa, eu surtei. Mas foi bom porque pude usar meu free style. Obrigado por me acompanharem". Depois desse incidente, virei super fã de Will.i.am.

Fergie tem também seu momento solo no palco: cantou "Big girls don't cry". A mulher é linda e teatral, cheia de caras e bocas. Os quatro integrantes se provocam durante o show, dançam juntos, fazem graça, dão o microfone para fãs cantarem pedaços da música. É um show bem divertido.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

De au pair para au pair

No final da minha estadia de 18 meses, acredito ter alguns palpites e dicas para quem planeja ser au pair ou já está se preparando para vir para os EUA pelo programa. Permitam-me dar 12 pitacos nos planos alheios, e, quem sabe, ajudar a responder algumas dúvidas comuns:

1) NÃO DESISTA LOGO NO COMEÇO. Essa é a mais importante de todas. No primeiro mês nos EUA, sofri de homesick BRABA e pensei muito em voltar. Não o faça. Só eu sei o quanto me arrependeria, e - por céus, já leram alguns dos meus posts? - o quanto eu perderia de não ficar. Tente entrar em contato, antes de partir do Brasil, com a sua local counselor. Peça a lista de au pair da sua região e já marque de sair no seu primeiro final de semana. Não dê chance para a homesick.

2) NÃO TRAGA MUITA ROUPA. É claro que vamos achar que roupa nunca é suficiente e é um tanto deseperador pensar em fazer uma mala para uma viagem de um ano e não trazer quase nada. Mas o óbvio é que você irá comprar uma quantia absurda de coisas aqui. Portanto, traga pouca roupa e junte mais dinheiro. (E se puder ainda adicionar algo a este tópico: Faça uma visita a Forever XXI na sua primeira semana.)

3) NÃO SE ASSUSTE COM O COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS. Não importa a idade que você escolheu cuidar ou a rotina que terá, crianças dão trabalho. Vão fazer manha, chorar, responder... Todas as idades têm suas vantagens e desvantagens. Talvez o melhor conselho que eu possa dar (e exigência número um desse programa) é NÃO GOSTA DE CRIANÇAS, NÃO TENTE SER AU PAIR. Dê tempo ao tempo, e aos poucos pega-se o jeito em cuidar dos pequenos.

4) Em adendo ao número 3, CRIE UM BOM RELACIONAMENTO COM OS PAIS DAS CRIANÇAS. Eles serão seus responsáveis, chefes e família durante a estadia nos EUA. São os host parents que fazem a experiência muito mais agradável. E quando a relação é boa, "aguentar" as crianças no começo torna-se mais tolerável.

5) NÃO EVITE BRASILEIRAS. É óbvio que ter SÓ amigas que falam a sua língua atrasa a melhora no inglês. Mas elas são essenciais. Serão amizades criadas pra levar pra vida toda. Serão suas companheiras de viagens, baladas, homesick, bads, risadas, ressacas. Um pedaço do seu país nos EUA.

6) APRENDA INGLÊS. Pode parecer bem boba a dica, mas já vi meninas irem embora com pouquíssima melhora no idioma. Tenha amigas brasileiras, fale em português, mas não deixe de estudar o inglês. Converse bastante com a família americana, crie amizades de diferentes nacionalidades, frequente lugares em que será obrigada a só conversar no idioma. E, principalmente, ESTUDE. Quando a au pair se acostuma com o lugar, cria o seu grupo de amigas, e começa a criar a rotina na nova casa, acaba deixando de lado a parte mais legal desse programa: a oportunidade de estudar nos EUA. (Digo por experiência própria.) E, por céus, não tenha VERGONHA de falar em inglês. Todas estamos aqui para aprender - ou você não colocou na sua letter a frase clichê de au pair que você queria "improve your english"?

7) SER AU PAIR NÃO É SÓ FESTA. Au pair trabalha. Conheço casos e casos de meninas que vieram pra cá pelo programa e não aguentaram o tranco porque achavam que era só festas e viagens. Sim, são MUITAS festas e viagens, mas também é muito trabalho. Não venha só pelo oba-oba para não cair do cavalo.


8) Talvez em contradição com o número 7, VIDA DE AU PAIR É FÁCIL. Trabalhar é a parte mais importante do programa, exige muita paciência, e lhe é depositada muita responsabilidade. O que não difere de nenhum outro serviço aqui ou em qualquer país. No entanto, é lhe dado casa, comida e, em muitos casos, carro (as vezes, zerinho, como o meu) - e em alguns raros casos, até gasolina e GPS. Dessa forma, o salário de au pair, que não é nenhuma maravilha, dá e sobra pra viver muito bem.

9) Seja um dos muitos casos, e ESCOLHA UMA FAMÍLIA QUE TENHA UM CARRO SÓ PARA A AU PAIR. Acredite, é essencial. Não dá pra viver em nenhum canto dos EUA sem ter um carro ao seu dispôr (a não ser, talvez, nas capitais).

10) VIAJE. Guarde um pouco de dinheiro e use-o para o máximo de viagens que puder. Passagens de avião aqui são absurdamente baratas se comparadas às do Brasil. Eu viagei bastante e mesmo assim acho que poderia ter aproveitado mais. Planeje bem suas férias e gaste conhecendo lugares diferentes.

11) FAÇA ALGO DIFERENTE A CADA FINAL DE SEMANA. Mesmo que algumas au pairs precisem trabalhar nos finais de semanas, neles estará o tempo para explorar o lugar em que vive. Coma em novos restaurantes, vá a novos clubs, visite novos museus e parques, conheça novas cidades, dirija por um novo caminho, faça novas viagens de carros, frequente novos ambientes, vá a jogos de diferentes esportes... A lista é infinita. O problema é que quando nos acostumamos com a rotina, ela vira, bem... Uma rotina! Não deixe isso acontecer nos finais de semana. Planeje-o com antecedência, mesmo que os planos acabem mudando

12) CLUSTER MEETINGS SÃO CHATOS. Essa regra tem suas exceções, mas você vai perceber que está muito ocupada saindo com suas amigas brasileiras e fazendo algo novo a cada final de semana para participar das reuniões de au pairs da sua região. Com sorte, na sua agência - como é na Au Pair In America -, fazer parte das cluster meetings não será obrigatório. Cheque essa informação antes de vir pra cá.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um ano e cinco meses

Um ano e cinco meses de USA. E só mais um exato como au pair. Meu programa acaba dia 22 de agosto, mas, como toda participante, tenho o direito de passar 31 dias extras no país com o propósito de viajar. Eu vou usufruir dez dias desse período e eles têm o potencial de serem os melhores vividos nos EUA. São planos ainda em progresso, mas que realizarão um dos meus maiores sonhos desde que cheguei aqui.



As gavetas do meu quarto já foram esvaziadas, a pilha de coisas que ficarão cresce a cada dia, e duas malas já estão quase abarrotadas por completo. Em menos de um mês, eu vou precisar mudar de quarto pra dar lugar a nova au pair que vai ocupar o meu posto nessa família. Uma mexicana de 18 anos. Uma certeza nesse programa é essa: toda au pair é substituível. E é um tanto triste porque é impossível não se apegar as crianças e depois ter de deixá-las com uma nova pessoa.



Só eu sei o quão atribulado agosto vai ser, e isso é ótimo. Todos os planos e compromissos estão tomando conta da minha atenção e dedicação, o que me faz esquecer um pouco da volta. Do deixar os EUA. Ainda tenho duas viagens e dois shows agendados no tempo que me resta. Deixar a Virginia e tudo o que eu criei aqui pesa o mesmo tanto na balança quando penso em reencontrar tudo que posso chamar de meu: minha família, meus amigos, minhas cachorras, minha casa, meu quarto, minha cidade, meu país.



Talvez a partida não seja tão dolorosa porque uma coisa sempre foi certa na minha cabeça. Um dia, eu volto pra morar nos EUA.



PS: na foto, a bagunça do meu quarto numa dessas faxinas e arrumação de malas.

sábado, 16 de julho de 2011

Thank you, J.K. Rowling

Comecei e apaguei esse parágrafo inúmeras vezes e ainda não consigo achar as palavras certas pra explicar o quanto Harry Potter marcou minha vida. Lembro-me de ler um dos livros a luz de abajur, de madrugada, durante os dois meses que moramos na casa da minha vó, enquanto nosso apartamento era reformado. Lembro-me de passar horas deitada no chão frio da lavanderia do antigo apê, para não incomodar meu irmão no quarto em que dividíamos, ou pra não acordá-lo com meu choro. Lembro-me de estar sentada à beira da praia do Guarujá tomando sol, grudada em um dos livros, emprestado de um amigo. Da espera por um dos Natais, porque sabia que o quinto dos livros, recém-lançado, seria um dos meus presentes. Lembro de cada discussão animada com qualquer um que resolvesse me dizer que não gostava dos livros.


Harry Potter, além de ser a coleção dos meus livros preferidos, criou memórias e marcou inúmeros momentos e fases por dez anos da minha vida. Era fã aos 13. Sou fã hoje, aos 23. E depois de assistir ao último filme da série, eu só consigo, incredulamente, repetir a mim mesma: ACABOU. É como se deixasse pra trás uma parte grande do que já vivi. E não seria mais certo ter coincidido de assistir às duas partes de "Harry Potter e as Reliquias da Morte" nos EUA pra que me marcasse mais uma vez. O desfecho da série reservado para a mais especial fase da minha vida.


Eu ri e, por Deus, eu muito chorei. A surpresa ao descobrir que Sirius Black não era o traidor do segredo. O diálogo entre Dumbledore e Harry Potter sobre a profecia, na sala dos diretores. As piadas dos gêmeos Weasley. A morte do Fred... Só mesmo quem tem o DOM de escrever para criar um apego tão grande entre personagem e leitor, a ponto de fazer parecer real a perda deles.


J.K. Rowling é um gênio. E eu sou grata pelos dez anos de magia. Literalmente.

domingo, 10 de julho de 2011

Sobre Vans e Havaianas

Com os dias contados para a volta, preciso começar a comprar não só as lembrancinhas para família e amigos mas também meus desejos de consumo que seriam dificilmente adquiridos no Brasil. Para colocar em prática algumas dessas compras, aproveitei as sales do feriado Fourth of July e fui a um dos outlets da Virginia.


Uma das principais paradas: a loja da Vans. Quase tudo lá é vendido no esquema "Buy 1, get 1 50% off". E como quase tudo lá já é barato, é possível comprar duas camisetas por $15 ou dois tênis por $30. E lá fui eu escolher mais duas camisetas da marca. Só no caixa, reparo na promoção de mochilas "Buy 1, get 1 FREE". Resultado: eu e meu irmão ganhamos mochilas da Vans por $19,90 as duas. No entanto, mesmo após provar alguns deles, engoli o desejo consumista e resolvi não comprar mais nenhum dos sapatos.


Algum tempo depois, andando por uma imensa loja de sapatos no shopping, as Havaianas que calçava arrebentaram sem chance de conserto. Foi a segunda das cinco havaianas que tinha aqui comigo - três trazidas e duas enviadas (no aniversário de 2010) do Brasil - a me deixar na mão. (DICA DE AU PAIR: Havaianas são um item indispensável na mala. Não ocupam muito espaço, são confortáveis, combinam com tudo, e fazem muito sucesso nos EUA.)


Resultado: saí da enorme loja de sapatos, andei descalça de volta até a loja da Vans e me dei de presente um par de tênis da marca. Motivo maior que esse eu não acharia.


PS: Ainda estou sem câmera fotográfica, portanto a foto meia boca foi tirada com o iTouch.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Símbolo Perdido e passeios de turista em Washington D.C.

Consegui, finalmente, riscar da minha lista alguns pontos turísticos de Washington D.C. pelos quais já havia passado, mas não de forma apropriada. Dessa vez gastei mais de cinco minutos dentro da Library of Congress, a Biblioteca do Congresso, e fiz o tour para visitantes dentro do Capitol, o capitólio.



Pouco antes de deixar o Brasil, depois de já ter feito o match com a família americana da Virginia, comecei a ler "O Símbolo Perdido" (Dan Brown), lançado em 2009. A história toda do livro se passa em Washington D.C., em prédios famosos da capital norte-americana, e cidadezinhas ao seu redor. Relendo o livro, agora em inglês, reacendi a curiosidade sobre o mundo subterrâneo e os segredos escondidos na cidade, que o autor descreve. Agora, ao caminhar pelo National Mall (o gramado que liga o Capitol ao Licoln Memorial, separados pelo Washington Monument - todos mencionados no livro), imagino as passagens e os imensos galpões subterrâneos, o basement e o subbasement do Capitol, o compartimento que distribui os livros da Biblioteca do Congresso para os diversos prédios ao seu redor.


Vários endereços e lugares descritos no livro hoje me são comuns e familiares. O Dulles International Airport fica a dez minutos de casa; já visitei o Botanical Garden e alguns dos 19 museus do Smithsonian Institution; passei pelo Memorial Maçônico - George Washington Masonic Memorial - na cidade de Alexandria (VA); a estação L'Efant Plaza é na linha de metrô laranja que me leva da minha cidade na Virginia à Washington D.C, já coloquei meus pés no rio Potomac, no Occoquan Park (VA)... E depois do novo passeio pela capital dos EUA, conheci dois dos pontos mais mencionados no livro: a Rotunda do Capitol, com a pintura "A Apoteose de Washington" no teto (foto do início), e a sala de leitura da Biblioteca do Congresso. Lugares maravilhosos, com visitas de graça e sem necessidade de agendamento prévio, que devem ser incluídos em qualquer passagem pela cidade.

terça-feira, 5 de julho de 2011

De volta ao fazer de malas...

Fiz as primeiras das minhas malas da volta. A grande e roxa que trouxe do Brasil - me deu tanto trabalho quando cheguei nos EUA - enchi com quase todas as minhas roupas de inverno. Mais da metade, coisas que adquiri aqui. A segunda e menor das malas da vinda - uma sem rodinhas, que precisa ser carregada e\ou arrastada incomodamente - eu lotei de sapatos. As botas e os tênis que já estão sem uso agora no verão.

E o fazer dessas malas serviu para provar o tanto que acumulei em um ano e quatro meses. O que na vinda fizeram caber tudo que escolhi trazer comigo para outro país, hoje não carregam nem metade do que tenho. É um ajuntamento de CD's, livros, sapatos, acessórios, papéis, bolsas, souvenir, roupas... E mais roupas (bendita Forever XXI).

Cabe a mim comprar mais uma mala enorme e rezar para que as coisas se encaixem.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Salt Water Taffy

Espalhadas pelo Boardwalk de Ocean City, encontram-se lojas de doces chamadas Candy Kitchen de fazer brilhar os olhos. Balas e chocolates de todos os tipos, enormes pirulitos, e outras diversas guloseimas. Achei entre elas, um doce que há tempo tinha vontade de experimentar: salt water taffy. A curiosidade sobre a bala criou-se por causa de um episódeo do seriado Friends. E agora posso responder as perguntas de Phoebe: "WHAT THE MOTHER CRAP IS UP WITH THIS STUFF? Is it a gum? Is it food? What's the deal?"

São balas coloridas de sabores sortidos, grudentas, de mastigar. Doces, mas sem exagero, com gosto bem suave - com exceção da de menta -, o que faz com que elas não sejam enjoativas. São gostosas, mas nada fora do normal. Ao voltar de viagem, esqueci a caixa de doce no porta-malas por três dias seguidos; quando as encontrei, estavam todas derretidas. O calor não as estragou, mas o embrulho está grudado e pegajoso em todas as balinhas...

domingo, 26 de junho de 2011

Ocean City

Como se um show do U2 como comemoração de aniversário não fosse suficiente, eu e minhas amigas resolvemos encher uma mochila e partir para a praia por um final de semana. Ocean City é uma cidade praiana de Maryland, estado vizinho da Virginia, a três horas de casa.

Até agora, foi minha praia preferida nos EUA, colorida, barulhenta e movimentada. Além disso, antes de começar a areia, tem uma passarela bem comprida, a Boardwalk, com inúmeros bares e lojas, que dá o ar e a cara que uma praia deve ter. Passamos manhã e tarde de sábado deitadas na areia. E a noite, ficamos direto, suadas e cheirando a bronzeador, para passear pela orla toda e conhecer o parque de diversões no píer da praia. Bem coisa de filme. Até andamos na roda gigante.

Uma dica para viagens de au pairs pelos EUA: a rede de motéis 6 é limpa e confortável o suficiente e provavelmente a opção mais barata para passar uma ou duas noites.

No domingo, ainda conseguimos passar mais umas duas horinhas na praia antes de levantar acampamento e voltar para casa.