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sábado, 31 de dezembro de 2011

So long 2011

Terminei 2010 escrevendo como os anos têm sido bons comigo desde 2006. Hoje, no último dia de 2011, eu posso acrescentá-lo na disputa. Passei mais da metade dele nos EUA, ainda de intercâmbio. Conheci Miami e Chicago, e viajei pela segunda vez para a Disney. Como não podia ser diferente, fui a shows: Sweetlife Festival (The Strokes, Lupe Fiasco, Girl Talk e outros), Mumford & Sons, U2, Black Eyed Peas, Blink 182. E não um, mas DOIS shows do My Chemical Romance, minha banda do coração.

Logo após acabar meus dias como au pair, recebi parte da minha família na minha casa americana, e compartilhei o sonho da minha mãe de conhecer os Estados Unidos. Uma viagem de quase 10 dias pela Virginia, Washington DC e Nova York, ao lado dela e de meu irmão, fechou minha experiência na América.

E então foi o momento de rever família e amigos após 18 meses fora. E mesmo depois de perder quase três meses numa depressão pós intercâmbio (e procurando curar minha cachorra adoecida), 2011 ainda tinha planos para me surpreender: consegui ocupar minha mente com meu primeiro trabalho em tradução e redação.

(Observação: mudei de cor de cabelo em menos de dois meses mais vezes que Ramona Flowers em Scott Pilgrim.)

Agora, nos últimos momentos que me restam deste ano tão bom, mais uma vez, eu sou muito grata por tudo que conquistei e me foi proporcionado. No entanto, minha consciência grita, como para não me deixar esquecer, que à meia noite, quando 2011 virar 2012, eu vou deixar pra trás o último ano em que eu vivi nos EUA. E me dói pensar que isso agora é parte do passado. E que os detalhes se tornarão, a cada dia que passa, memórias vagas.

Mas não é isso que acontece com tudo que a gente vivencia na vida? E se dói agora é porque foi bom enquanto durou, quase como no fim de um relacionamento que terminou sem brigas. Simplesmente porque tinha de terminar. O intercâmbio me fez outra pessoa e me agregou coisas que nunca aconteceriam se eu continuasse por aqui. 2012 é o ano da volta a vida real. E isso me aflige do mesmo tanto que me intriga.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Civic Tour: My Chemical Romance e Blink-182

A volta do intercâmbio pode ser tão complicada quanto a ida. Não nas mesmas proporções. Igual quantia de neuroses, motivos diferentes. Enquanto tento resolver a revolução que se passa na minha cabeça, pensei em escrever os posts pendentes sobre os acontecimentos nos meus últimos dias de Estados Unidos. (E não deixar meu blog tão abandonado só porque estou de volta. Afinal, criei sentimentos por ele depois de todos esses meses.)

O primeiro assunto: meu último - melhor e mais importante - show. A Honda Civic Tour completou dez anos de estrada. Blink-182, depois de muito tempo inativo, foi escolhido para comemorar o marco da primeira década de turnê. E para abrir o show do trio, chamaram -nada mais, nada menos que - MY CHEMICAL ROMANCE. (Obrigada, deus da música ao vivo, por ouvir minhas preces.)



Mais uma vez, eu estava sozinha e consegui ingresso para a fileira A/cadeira 1, separada do palco apenas pelo pequeno espaço em que as pessoas ficam em pé. Para abrir o show de abertura (?), a banda Manchester Osquestra tocou por meia hora. Não prestei muita atenção em tudo, mas ficou marcado uma das falas do vocalista: "We are a good band. You just don't know about it yet". We'll see, my man, we'll see. O show do MCR foi sensacional (afirmação redundante, devo dizer), mas curto. Muito curto. Metade das músicas do setlist do show de maio. No entanto, tive sorte da banda ignorar os dois singles principais do Danger Days (Na Na Na e SING) e tocar minhas duas músicas preferidas do novo (não tão mais novo assim. Quando sai o próximo, MCR?) álbum: Planetary (GO!) e DESTROYA. E mais umas duas músicas que não estavam no outro setlist. A Civic Tour preparou umas distrações para o público: logo no comecinho, alguns balões gigantes foram jogados na platéia, e passados de mão em mão até chegarem no palco, onde Gerard os estourava (e confetes caíam de dentro de cada um deles) enquanto cantava.


Meia hora depois de MCR deixar o palco, Blink-182 entrou para tocar mais de 20 músicas por duas horas. O show é divertido. Não bastasse as músicas teenager-feelings-forever, Mark Hoppus e Tom DeLonge se tiram e interagem com a platéia o tempo inteirinho. Um exemplo: num dos intervalos entre uma música em outra, DeLonge diz...

Tom: Our next song...
Mark: Wait! We need to work on our band communication. We can't start playing right now. Travis is getting a band-aid cause his thumb looks like a ham sandwich. No wait, his thumb looks like your mom after a Friday night.

Ou então, logo após encerrar uma música...
Tom: Why are you staring at me, you perverts!??? I'm giving my everything! Isn't it enough?

Ou ainda as famosas musiquinhas de DeLonge "It would be nice to have a blow job" e "I wanna fuck a dog" (a qual a platéia começa a cantar junto e ele diz "It's like a dream come true you guys singing this back to me").


Não só essa música foi acompanhada pelo público. Blink-182 é uma banda imortal. Todos presentes respeitaram e curtiram o show do My Chemical, mas a maioria esmagadora estava lá pelo Blink. Sabiam todas as letras de cor, jogavam bonecas infláveis e peças íntimas no palco, usavam máscaras do Boomer (personagem de DeLonge no clipe "First Date"), tinham cabelos tingidos de verde ou roxo. Essa comoção faz qualquer show ser ainda mais emocionante. E para ser um pacote completo, Travis Barker fez seu solo de bateria, no bis, numa armação a parte do palco, passando acima do público e virando de ponta cabeça. Ao terminar o show, Hoppus sentou na beira do palco e entregou todas as suas palhetas na mão de fãs. E eu saí me despedindo da casa de shows que me proporcionou tantas memórias nesses meses.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Killjoys, make some noise [2]

Na tão esperada terça-feira, só consegui sair de casa às 17h30 para pegar o metrô para Washington DC. Quase duas horas depois e duas trocas de linha, cheguei na estação para o 9:30 Club. A fila já virava duas esquinas do quarteirão do bar, que é bem pequeno. Entrei na fila exatamente na hora em que abriram as portas e em pouco tempo já estava lá dentro, tentando decidir de que lado tinha mais chances de me aproximar da grade. Até o fim dos shows das duas bandas de abertura, The Architects e Thursday, já tinha me posicionado há seis cabeças do palco e ali fiquei quase todo o show. Sendo empurrada para os lados.

Foi a primeira vez que assisti a um show nos EUA no povo, no meio da bagunça, portanto retiro as reclamções de que americanos não sabem curtir um show. Ou talvez é preciso estar no lugar certo com a banda certa. Outra coisa indiferente entre os países são os fãs da banda: um bando de meninas adolescentes. Só sei que nunca cantei "I'm not okay" com tanta sinceridade. Sem jantar, em pé por horas, um aperto descomunal, suada da cabeça aos pés... Estava tão fraca que nas primeiras músicas lutava para me manter em pé no empurra-empurra. Mal conseguia acompanhar as músicas cantando. E eu sabia to-das.


Da metade do show para o final, me encaixei num lugarzinho pouco mais sossegado quase na berada da multidão, e ali consegui aproveitar o resto decentemente.


O show


E depois da confusão com ingressos, de ir sozinha pela primeira vez a um show, e a espera de anos, My Chemical Romance ao vivo é a recompensa perfeita. Eles são fantásticos. Gerard Way é um frontman único. E como mudam o setlist a cada show, tive a sorte de ouvir um perfeito, com músicas dos quatro álbuns (as minhas duas preferidas do Black Parade e as duas do novo CD) . Poderia citar pelo menos umas 10 músicas deles que gostaria de ter visto ao vivo, mas sei que seria impossível. Dos singles que realmente foram deixados de fora (que inclusive estavam no setlist do show de lançamento do Danger Days), eu senti falta de "Famous Last Words" e "The Ghost of You" (uma das minhas preferidas da banda).


Setlist do show em Washington DC


1. Look Alive, Sunshine

2. Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na Na)

3. Thank You For The Venom

4. Planetary (GO!) [Preferida do Danger Days]

5. Hang 'Em High

6. Mama [Preferida da Black Parade]

7. The Only Hope For Me Is You

8. House of Wolves

9. Summertime

10. I'm Not Okay (I Promise)

11. Vampira Money [Com introdução igualzinha ao CD]

12. DESTROYA [Preferida do Danger Days]

13. Welcome To The Black Parade

14. Teenagers

15. SING

16. Vampires Will Never Hurt You [Pirei nessa!]

17. Helena [Emocionante!]

18. Cancer [Preferida do Black Parade]



Encore


19. Our Lady of Sorrows

20. Bulletproof Heart


E para finalizar a noite, me encostei na grade, logo depois da banda deixar o palco, e insisti até o segurança achar uma palheta do Ray Toro no palco e me dar. Final perfeito para o show perfeito.


PS: Fotos e vídeos para um próximo post.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Shut up and sing it with me

Álbum do My Chemical Romance tocando no carro.

Gerard: "... Shut up and sing it with me, na, na, na, na..."
Mais velho: Por que ele pode falar "cala a boca"?
Eu: É, é feio mesmo. Ele fala alguns palavrões nesse CD. Acho melhor ouvirmos outra coisa.

Mudo do álbum para a rádio.

Ludacris: "... And I love the way you shake that ass. Turn around and let me see them pants." (Pelo menos era a versão censurada de "Tonight" e Enrique Iglesias cantava "loving").

Eu: Quer saber, vamos desligar esse negócio.