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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um ano e cinco meses

Um ano e cinco meses de USA. E só mais um exato como au pair. Meu programa acaba dia 22 de agosto, mas, como toda participante, tenho o direito de passar 31 dias extras no país com o propósito de viajar. Eu vou usufruir dez dias desse período e eles têm o potencial de serem os melhores vividos nos EUA. São planos ainda em progresso, mas que realizarão um dos meus maiores sonhos desde que cheguei aqui.



As gavetas do meu quarto já foram esvaziadas, a pilha de coisas que ficarão cresce a cada dia, e duas malas já estão quase abarrotadas por completo. Em menos de um mês, eu vou precisar mudar de quarto pra dar lugar a nova au pair que vai ocupar o meu posto nessa família. Uma mexicana de 18 anos. Uma certeza nesse programa é essa: toda au pair é substituível. E é um tanto triste porque é impossível não se apegar as crianças e depois ter de deixá-las com uma nova pessoa.



Só eu sei o quão atribulado agosto vai ser, e isso é ótimo. Todos os planos e compromissos estão tomando conta da minha atenção e dedicação, o que me faz esquecer um pouco da volta. Do deixar os EUA. Ainda tenho duas viagens e dois shows agendados no tempo que me resta. Deixar a Virginia e tudo o que eu criei aqui pesa o mesmo tanto na balança quando penso em reencontrar tudo que posso chamar de meu: minha família, meus amigos, minhas cachorras, minha casa, meu quarto, minha cidade, meu país.



Talvez a partida não seja tão dolorosa porque uma coisa sempre foi certa na minha cabeça. Um dia, eu volto pra morar nos EUA.



PS: na foto, a bagunça do meu quarto numa dessas faxinas e arrumação de malas.

terça-feira, 5 de julho de 2011

De volta ao fazer de malas...

Fiz as primeiras das minhas malas da volta. A grande e roxa que trouxe do Brasil - me deu tanto trabalho quando cheguei nos EUA - enchi com quase todas as minhas roupas de inverno. Mais da metade, coisas que adquiri aqui. A segunda e menor das malas da vinda - uma sem rodinhas, que precisa ser carregada e\ou arrastada incomodamente - eu lotei de sapatos. As botas e os tênis que já estão sem uso agora no verão.

E o fazer dessas malas serviu para provar o tanto que acumulei em um ano e quatro meses. O que na vinda fizeram caber tudo que escolhi trazer comigo para outro país, hoje não carregam nem metade do que tenho. É um ajuntamento de CD's, livros, sapatos, acessórios, papéis, bolsas, souvenir, roupas... E mais roupas (bendita Forever XXI).

Cabe a mim comprar mais uma mala enorme e rezar para que as coisas se encaixem.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A véspera

Mala pronta. Claro, naquelas... Vou acabar achando espaço pra mais algumas coisinhas (talvez até desnecessárias). Já entende-se que não sou nem um pouco boa em fazer malas, mesmo quando se trata de uma viagem de uma semaninha.

Quão clichê é ter uma péssima semana antes das férias? O mais velho esqueceu a mochila no meu carro e foi pra escola sem lanche. O pai americano resolveu ficar preso no trabalho justo no dia em que eu tenho aula. Tive de trabalhar extra uns dois dias. Os meninos resolveram brigar mais do que o normal. E a paciência escorrendo ligeira pelo ralo... É tão comum sentir-se esgotada antes da folga. Faz a viagem até parecer necessidade e não opção.

Mas aí, na manhã da véspera, recebo uma mensagem no celular: "Forgot to tell you, there is something cool for you at the freezer". Abro o congelador e encontro um envelope com meu nome escrito. Dentro, um cartão de agradecimento ("Muito obrigada por cuidar tão bem dos nossos meninos. Tenha uma ótima viagem!") e o pagamento pelas horas extras - dinheirinho muito bem vindo na véspera das férias. Diga o que quiser, mas eu funciono melhor quando meu trabalho é reconhecido.

Em seguida, pergunto em voz alta "Quem vai estar na Califórnia amanhã!?" e os meninos apontam pra mim. "Quem vai sentir falta da Brenda"? Os dois apontam pra eles mesmos. Ganho ainda abraços e beijos extras de cada, pra valer por uma semana inteira ausente em casa.

São esses detalhinhos que fazem a volta a rotina não ser tão dolorosa no fim das férias.

A viagem

Sem planos concretos, pra variar. Temos hotéis e carro reservados e é isso. No entanto, estamos programando essa viagem há meses que deu pano pra umas cinco mangas. No geral, seremos seis brasileiras fazendo uma das obrigações de au pair nos EUA: conhecer Los Angeles e Las Vegas. Dirigir no deserto. E como serei eu que alugarei o carro, confesso que, por enquanto, estou mais preocupada com os detalhes de seguro, GPS, e as cinco horas no volante que ainda não aproveitei a sensação de véspera de viagem por inteiro.

É claro que vamos revezar a direção; não ter um itinerário não limita nossas opções e faz da viagem mais espontênea; e tudo se resolve no final. Mas não seria eu mesma sem me preocupar por antecedência. A gente aprende a viver com nossos defeitos imutáveis...

Halloween

Perderei o "Trick or Treats" dos meninos aqui pela vizinhança, mas já tive oportunidade de ve-los usando as fantasias de Jango Fett e Darth Vader. As meninas e eu estaremos em Las Vegas no dia 31 de Outubro. Acredito ser um lugar interessante para se passar o Halloween e é a parte da viagem que mais tem me deixado ansiosa.

Fantasia já está na mala, junto às blusas, saltos altos, câmera e o resto das coisinhas que consegui decidir levar comigo. Que o que ficar não faça falta.

Até comecinho de novembro!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A arte de fazer as malas

Toda mulher que se preze reclama que não tem o que vestir. É claro que tem, mas a impressão é de que todas as opções no guarda-roupa são inapropriadas para a ocasião. Não queremos uma roupa que já tenha sido usada pelo menos cinco vezes, ou que vai nos fazer sentir gordas, ou então não vamos encontrar um sapato para usar com a opção escolhida. Depende, também, do humor e da auto-estima momentânea.

Parece tudo uma frescura, mas não adianta criticar. É sempre assim. Mesmo com mais de 50 pares de sapato e um guarda-roupa cheio, roupa NUNCA é demais.

Agora imagine uma mulher que precisa selecionar peças do vestuário suficientes para caber em apenas DUAS malas. Mais do que isso, as roupas escolhidas deverão ser usadas durante um ano inteiro. É necessário pensar em todas as opções, escolher peças chaves que combinem com tudo para o inverno e para o verão, e ainda lembrar-se de levar cachecóis, tocas e luvas – quase nunca usados aqui, mas totalmente necessários se não quiser morrer de frio no outro país.

Obviamente que essa tarefa vai se transformar num dilema estressante, o guarda-roupa vai ser revirado, as malas vão ser abarrotadas de coisas até ser necessário sentar nelas para conseguir fechá-las, e a mulher vai ter a sensação de que não coube nem metade do que queria levar.

O único consolo é pensar na possibilidade de super promoções nas lojas de lá!

Brenda

PS: Desculpem-me, mas o meu guardarroupa ainda é guarda-roupa!