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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

The windy city of Chicago

Como resolução de fim de programa, decidi que ia para Chicago. No entanto, minhas amigas daqui não estão nesse mesmo ritmo frenético de fazer e conhecer tudo em pouco tempo, porque ainda lhes faltam muito para acabar o ano de au pair. Portanto, a decisão ficou entre ou não vou, ou vou sozinha. Fui sozinha!

Pela primeira vez viajo me, myself and I - da mesma forma que encarei shows sozinha aqui - e não é nenhum bicho de sete cabeças. Pelo contrário, é desafiador e até um tanto libertador. Entretanto, um final de semana é suficiente - tanto é, que me peguei entediada umas duas vezes e acabei ligando pra bater papo com as amigas.

Chicago é uma cidade linda. Cheia de prédios enormes e sofisticados dividindo as ruas com construções antigas - inclusive a linha de metrô que faz uma volta completa pela downtown - a região chamada de Loop. Mais uma vez, não tenho o que reclamar do transporte público. A cidade tem até trolley (aqueles bondes/ônibus) de graça fazendo o caminho centro-Navy Pier. Mesmo usando metrô e ônibus em algumas ocasiões, fiz o Loop e a Michigan Ave inteira a pé. E visitei a maioria dos pontos principais que não exigiam gasto (com exceção do Skydeck, que custa $17 a visita).

Como estadia, repasso a dica valiosa de uma amiga: Hostelling International. Um albergue SUPER bem localizado (a dois blocos do Grand Park), grande, limpo e barato (e é uma rede espalhada pelo mundo todo).

Lollapalooza

Deu de calhar ir para Chicago no mesmo final de semana do festival de música Lollapalooza. A cidade estava lotada. Como resolvi viajar de última hora, quando comprei a passagem de avião, os ingressos para os três dias de shows já estavam esgotados. Até tentei achar ingresso para o sábado, em frente aos portões do Grand Park, mas tinha muita procura e pouca oferta. Cheguei a encontrar um para o domingo. Meu voo de volta, no entanto, era às 21h (com um caminho de uma hora de metrô até o aeroporto O'Hare), o que significava ter de sair do festival antes das melhores bandas tocarem (leia-se Arctic Monkeys, Deadmau5 e Foo Fighters).

Aceitei que o Lollapalooza não ia acontecer pra mim esse ano. Mesmo estando em CHICAGO no MESMO fim de semana do festival. Resolvi não gastar o pouco tempo que tinha atrás de ingressos, e fui conhecer a cidade. Carregando comigo a minha recém comprada câmera fotográfica, aqui estão algumas das fotos da viagem.





















Fotos: 1) Wrigley Building 2) Forever Marilyn monument 3) Chicago Theatre 4) Roda gigante do Navy Pier 5) Michigan River 6) The Bean 7) John Hancock Observatory 8) Harold Washington Library Center 9) A vista de Chicago no Skydeck.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I'm coming home

Finalmente, com míseros 29 dias restantes na terra do tio Sam, recebi o itinerário do meu voo de volta (que é feito pela Au Pair In America). Saio dos EUA no dia 31 de agosto às 18h, e faço escala em Atlanta (GA). De lá, parto às 21h20 para chegar em Guarulhos, SP, às 8h15 do dia 1º de setembro.

A minha última semana aqui será a mais corrida de todas porque, além de estar viajando, também servirei de guia para duas pessoas extremamente especiais. Minha mãe e meu irmão virão conhecer um pouco dos USA antes do meu retorno, nos dias extras que são me dados após o término de programa. Na função de au pair, me restam só 17 dias.

Voltarei de Nova York com menos de um dia de intervalo entre o meu voo de partida. Dormir? Só nas 11 horas que passarei dentro do avião (se a ansiedade me permitir). E só no avião pra ficha começar a cair.

terça-feira, 5 de julho de 2011

De volta ao fazer de malas...

Fiz as primeiras das minhas malas da volta. A grande e roxa que trouxe do Brasil - me deu tanto trabalho quando cheguei nos EUA - enchi com quase todas as minhas roupas de inverno. Mais da metade, coisas que adquiri aqui. A segunda e menor das malas da vinda - uma sem rodinhas, que precisa ser carregada e\ou arrastada incomodamente - eu lotei de sapatos. As botas e os tênis que já estão sem uso agora no verão.

E o fazer dessas malas serviu para provar o tanto que acumulei em um ano e quatro meses. O que na vinda fizeram caber tudo que escolhi trazer comigo para outro país, hoje não carregam nem metade do que tenho. É um ajuntamento de CD's, livros, sapatos, acessórios, papéis, bolsas, souvenir, roupas... E mais roupas (bendita Forever XXI).

Cabe a mim comprar mais uma mala enorme e rezar para que as coisas se encaixem.

domingo, 26 de junho de 2011

Ocean City

Como se um show do U2 como comemoração de aniversário não fosse suficiente, eu e minhas amigas resolvemos encher uma mochila e partir para a praia por um final de semana. Ocean City é uma cidade praiana de Maryland, estado vizinho da Virginia, a três horas de casa.

Até agora, foi minha praia preferida nos EUA, colorida, barulhenta e movimentada. Além disso, antes de começar a areia, tem uma passarela bem comprida, a Boardwalk, com inúmeros bares e lojas, que dá o ar e a cara que uma praia deve ter. Passamos manhã e tarde de sábado deitadas na areia. E a noite, ficamos direto, suadas e cheirando a bronzeador, para passear pela orla toda e conhecer o parque de diversões no píer da praia. Bem coisa de filme. Até andamos na roda gigante.

Uma dica para viagens de au pairs pelos EUA: a rede de motéis 6 é limpa e confortável o suficiente e provavelmente a opção mais barata para passar uma ou duas noites.

No domingo, ainda conseguimos passar mais umas duas horinhas na praia antes de levantar acampamento e voltar para casa.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sobre viagens e músicas

Eu já ouvi "Empire State of Mind" em Nova York, "California Gurls" na Califórnia, e "I'm in Miami Bitch" em Miami. Já dancei "Party in the USA" em várias festas nos EUA. Beatles vai sempre me fazer lembrar de Nova York. "Like a G6" do Far East Moviment vai ser sempre a cara de Los Angeles e "Down On Me" do Jeremih a cara de Miami.

É a música marcando minhas viagens, como faz com tudo e todas as fases da minha vida.

Coincidência musical

No hotel em Los Angeles, num caso contado em um post anterior, conhecemos o cantor pop americano Ali Pierre que, como ele nos previu, acabou pegando no Brasil. A música "Live It Up" é trilha da novela global "Insensato Coração" e parte de um dos CD's Summer Hits.

Em Miami, esbarramos com um grupo de argentinos em uma das baladas, e um deles (o segundo da esquerda para a direita na foto do site oficial) é guitarrista de uma banda (segundo eles) famosa na Argentina, a Fetzet. O plano do hermano era apertar a campainha da casa do Iggy Pop, em algum lugar de Miami, e entregar o CD da banda pessoalmente.



Caso ouvirem da banda por aí algum dia, fica marcado aqui que eu e minhas amigas demos sorte para estes artistas.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Um ano e três meses: I'M IN MIAMI BITCH!

Permitam-me escrever sobre meu décimo quinto mês na terra do tio Sam com alguns dias de atraso: comemorei-o durante minha semana de férias (as últimas como au pair) em Miami. Oito dias no sol escaldante da Flórida.

Ficamos num hotel bem simples e barato em Miami Beach (ou North Beach), de cara com a praia. Único detalhe é que a parte realmente divertida da cidade, onde encontra-se toda a muvuca (lojas, restaurantes, bares, clubs), é em South Beach, pouco mais de 70 blocos de onde estávamos hospedadas. Resultado: ônibus pra ir e voltar de praia e balada todos os dias. Digo só que até o último dia já éramos experts no transporte público de Miami.


A cidade é conhecida pelos shoppings baratos, destino de muitos comerciantes brasileiros (aliás, tem mais brasileiro em Miami que no Brasil). Decidimos não desperdiçar nosso tempo com compras, portanto fomos em apenas um dos shoppings, o Dolphin Mall (o mais conhecido deles, o Sawgrass, era muito longe de onde estávamos e precisariamos alugar um carro). No entanto, para chegar no shopping, que supostamente (como nos explicou a mulher da recepção) era o mais próximo do hotel, nos levou duas horas dentro do ônibus para ir e mais duas para voltar. Além disso, os preços milagrosos que são prometidos não diferenciavam em nada em relação aos outlets que frequentamos na Virginia. Decepcionante... Pelo menos, demos uma voltinha básica na Downtown.


Com exceção desse episódio, Miami foi uma ótima experiência. Aproveitamos muito a praia, passeamos pela Lincoln Rd e Ocean Drive, duas ruas principais de South Beach com muitos restaurantes e lojas. Conhecemos o estúdio de tatuagem do Miami Ink (Infelizmente, não me tatuei. Uma estrela simples, vazada e preta, no pé iria sair por $350. Doeu a alma). Compramos lembrancinhas diversas. Eu e uma amiga, a Michelle, fizemos parasail (DEMAIS!). Saímos a noite, inclusive no Nikki Beach, o club mais conhecido de Miami. Alugamos bicicletas e fizemos toda a South Beach. Bebemos os drinks enormes dos restaurantes da Ocean Drive. Fomos pra Key West (tema para um próximo post). No fim dos oito dias, não dormiamos direito por uma semana, mas o corpo bronzeado e o bolso vazio indicavam uma viagem bem aproveitada.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

I want to be a part of it

Passei um segundo final de semana em Nova York. Um dia e meio é suficiente para colocar em prática uma lista do-que-fazer-enquanto-estiver-na-Big-Apple, pra quem está disposto a andar muito, mesmo estando muito frio.

Eis a minha lista/viagem:

1) Assistir a (mais) uma peça na Broadway. Desta vez, a escolhida foi "Chicago". É maravilhosa, engraçada, mas mesmo assim ainda não ganha de Billy Elliot.


2) Visitar os pontos da cidade famosos pelos enfeites de Natal. Esse era um sonho antigo meu, ver a árvore do prédio Rockefeller e todos aqueles cenários de filmes americanos. Verdade seja dita, não é nada de tão glamoroso, mas não deixa de ser lindo como qualquer cidade com enfeites e luzes natalinas.



3) Atravessar a ponte do Brooklyn. Foi necessário quebrar a cabeça e pedir informações pras pessoas (algumas que sabiam tanto quanto a gente) de que metrô pegar pra chegar no começo da ponte. (Metrô em Nova York é um tanto difícil de entender, bem diferente de Washington DC.) Conseguimos, então, chegar na extremidade que começa no Brooklyn e a atravessamos até Manhattan. Acredito ter sido o meu momento mais emocionante nas minhas três visitas à NY.


4) Sair a noite. A ideia inicial era balada, mas acabou não rolando. Fomos, então, passear no Village, andando de barzinho em barzinho. Paramos nuns três, fugindo da chuva. Todos bem pequenos, pouca luz, e rock/punk de fundo musical. (Não entendo por qual razão, mas não tiramos nenhuma foto por lá!)

5) Conhecer a Grand Station. É claro que é um ponto turístico famoso da cidade e um lugar muito lindo, no entanto minha vontade de visitar a estação era pelo simples motivo de ver o lugar em que Alex, Melman, Marty e Gloria, de Madagascar, resolveram fugir de NY.


6) Reencontrar pessoas queridas. Das 16 meninas que vieram comigo e com a Ana Paula no mesmo dia para os EUA, umas cinco delas moram perto de NY. Conseguimos nos encontrar com três - queridíssimas - delas. (Meninas, vocês são umas fofas! Foi ótimo revê-las! Obrigada pela estadia, Thici!)


Só faltou mesmo conhecer o prédio de Friends (que fica no Village, e eu só descobri isso hoje). Próxima viagem para NY já está marcada para abril, pra assistir ao show do My Chemical Romance. Pretendo, nesse mesmo final de semana, ver o musical "Spider Man - Turn Off the Dark", que estreou há pouquíssimo tempo, com direção de Julie Taymor (Across the Universe) e músicas de Bono Vox e Edge. Básico. Os ingressos estavam absurdamente caros por ser um espetáculo bem recente. Ficou pra próxima.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Parte 1: Las Vegas



Las Vegas é tudo de lindo nessa vida. Foram necessárias cinco horas dirigindo de Los Angeles até a cidade iluminada do Estado de Nevada numa paisagem desértica/montanhística. Cinco horas exaustivas no volante de uma minivan alugada, após uma hora de escala em Atlanta e mais cinco horas de voo para a Califórnia, o outro lado do país. E depois de tantas horas de viagem (e poucas de sono), Las Vegas parece uma miragem no meio do deserto.

Aposto que passa pela cabeça - como chegou a passar na minha - por que não pegamos um voo direto para Las Vegas? Mas o trecho de carro é quase uma obrigação pra quem viaja pra Califórnia, e acabou sendo diversão a parte. Eu que dirigi durante a ida e foi mais uma das situações em que me coloquei a prova. É claro que o meu GPS me dá uma sensação de poder e segurança. Mesmo assim, me orgulho de ter sido motorista por metade da viagem.


A cidade é de fazer brilhar os olhos, com o perdão do trocadilho (Las Vegas é bastante conhecida pela iluminação dos prédios). A parte turística é basicamente uma grande avenida, a Las Vegas Blvd (chamada também de Strip), cheia de resorts com casinos, baladas, shows, espetáculos e muita, muita luz. Ficamos num hotel bem luxo, o Monte Carlo. Andar pela Strip pode ser bem legal de dia, mas a graça mesmo é a noite, com todos os prédios acesos.

Passamos o final de semana do Halloween por lá, então aproveitamos pra sair na noite do sábado (na Tao) e do domingo (na Palms). Entramos de graça nas duas. Se você for mulher em Las Vegas e conseguir os contatos certos, é bem fácil conseguir entrar em baladas como VIP. Ainda mais tendo amigas au pairs que já fizeram a mesma viagem e já sabem as manhas e o nome/telefone de promoters. Antes de ir pra balada no domingo, fomos assistir ao espetáculo do Cirque du Soleil, Zumanity. É maravilhoso, como todo show do Cirque deve ser, mas com mais nudez que qualquer outro. É uma representação bizarra do sexo em apresentações de bambolês, tecidos acrobáticos, dança, nado e humor.

Jogamos nas máquinas do casino do hotel (eu ganhei $5). Fomos na torre do hotel Stratosphere (assunto para um outro post). Assistimos ao show de jatos de águas no lago do hotel Bellagio (aperte play na página do site pra entender do que estou falando). Bebemos na rua (que é proibido por lei em quase todas as cidades dos EUA, mas não em Vegas). Conhecemos o hotel Caesars Palace, onde foi gravado o filme "Se Beber Não Case". Entramos numa capela dessas que o povo casa bêbado. Andamos a Strip toda a pé.

Em suma, quase tudo que uma viagem à Las Vegas exige.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Até ano que vem, Brasil

Sinto-me como se meu carrinho estivesse alcançando o topo da primeira decida da montanha-russa. Dá um frio na barriga e a ideia de que não tem mais volta. Basta respirar fundo e esperar os segundos até a queda. Pode ser bem assustador, mas eu adoro essa sensação. E mesmo que me cause medo e me exija sempre uma boa dose de coragem, no fim do percurso, eu estou em êxtase.

É assim que me sinto sobre a minha viagem de amanhã. O medo do desconhecido. Apenas algumas horas me separam do que está por vir, o frio já se apossou da minha barriga, e eu sei que tem um longo percurso pela frente. Mas a sensação maior é de excitação.

Chegou a hora da queda.

Meu voo sai de São Paulo de manhãzinha. Devo chegar em Nova York no fim da tarde. Eu e todas as meninas do mundo que viajarão para os EUA nesta mesma data ficaremos em um hotel em Stamford por quatro dias para orientações e palestras sobre o intercâmbio.

Então, no nosso quarto dia na América, viajaremos cada uma para a casa de sua host family, que pode ser em qualquer lugar do país – a minha mora na Virginia. E é aí que nossa nova rotina começa.

Este é meu último dia do ano no Brasil. Volto a escrever quando estiver na terra do Tio Sam.

Brenda

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

One week to go

A criação desse blog foi o resultado de uma sucessão de oportunidades aproveitadas. Eu finalmente ter dado atenção aquele anúncio roxo da agência de intercâmbio espalhado pela faculdade, em julho. A palestra sobre o intercâmbio agendada para a semana seguinte de eu ter descoberto a agência. O apoio dos meus pais. O último semestre da minha faculdade de jornalismo. O meu dinheiro guardado. A incerteza sobre 2010.

Interligados, estes fatos me impulsionaram para o que eu definiria como a realização de um dos meus maiores sonhos. Morar fora. Num país novo e desafiador para mim. Vou viver nos EUA durante um ano.

Foi uma longa caminhada até agora. O processo para entrar no programa de intercâmbio e planejar a viagem é demorado, e se ainda estivesse incerta teria desistido durante esses últimos seis meses. Mas agora, com meu visto concedido, minha permissão internacional para dirigir, e uma semana para partir, eu atingi o que sempre me faltou para criar um blog: um propósito.

A ideia principal é manter um registro da minha viagem e escrever sobre alguns dos acontecimentos que me fizeram chegar a esse resultado. Espero mantê-los entretidos nas minhas aventuras e desventuras. Se se interessarem em me acompanhar, agradeço desde já.

Brenda