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sábado, 16 de julho de 2011

Thank you, J.K. Rowling

Comecei e apaguei esse parágrafo inúmeras vezes e ainda não consigo achar as palavras certas pra explicar o quanto Harry Potter marcou minha vida. Lembro-me de ler um dos livros a luz de abajur, de madrugada, durante os dois meses que moramos na casa da minha vó, enquanto nosso apartamento era reformado. Lembro-me de passar horas deitada no chão frio da lavanderia do antigo apê, para não incomodar meu irmão no quarto em que dividíamos, ou pra não acordá-lo com meu choro. Lembro-me de estar sentada à beira da praia do Guarujá tomando sol, grudada em um dos livros, emprestado de um amigo. Da espera por um dos Natais, porque sabia que o quinto dos livros, recém-lançado, seria um dos meus presentes. Lembro de cada discussão animada com qualquer um que resolvesse me dizer que não gostava dos livros.


Harry Potter, além de ser a coleção dos meus livros preferidos, criou memórias e marcou inúmeros momentos e fases por dez anos da minha vida. Era fã aos 13. Sou fã hoje, aos 23. E depois de assistir ao último filme da série, eu só consigo, incredulamente, repetir a mim mesma: ACABOU. É como se deixasse pra trás uma parte grande do que já vivi. E não seria mais certo ter coincidido de assistir às duas partes de "Harry Potter e as Reliquias da Morte" nos EUA pra que me marcasse mais uma vez. O desfecho da série reservado para a mais especial fase da minha vida.


Eu ri e, por Deus, eu muito chorei. A surpresa ao descobrir que Sirius Black não era o traidor do segredo. O diálogo entre Dumbledore e Harry Potter sobre a profecia, na sala dos diretores. As piadas dos gêmeos Weasley. A morte do Fred... Só mesmo quem tem o DOM de escrever para criar um apego tão grande entre personagem e leitor, a ponto de fazer parecer real a perda deles.


J.K. Rowling é um gênio. E eu sou grata pelos dez anos de magia. Literalmente.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

The book is on the table

Com o U2 eu aprendi que se eu me machucar, eu tenho um bruise. Linkin Park me ensinou que crawl é rastejar. Se eu quiser viajar, eu tenho que me hospedar em uma inn, igual a Dragonfly da Lorelai de Gilmore Girls.

Se estiver muito quente, eu vou começar a melt, como o Bert, do The Used. Agora, se estiver muito frio, como no E.R do County Hospital de Chicago, eu vou estar freezing.

Neo é o escolhido do Matrix, mas é Bruce Dickinson quem canta "I am the chosen one". My Chemical Romance me ensinou sobre armas: para disparar uma bullet, eu preciso apertar o trigger.

Desde que me mudei, agradeço pelo tempo que passei em frente à TV assistindo séries e filmes americanos, ou vendo tradução de música na internet. Prestar atenção nos detalhes não foi a toa e prova que dizer "Ou eu olho para a tela ou eu leio a legenda" é desculpa de preguiçoso.