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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Washington?


Depois de responder várias perguntas sobre Washington D.C. (Por que você a chama de DC? Onde fica a cidade de Washington? A cidade fica no Estado de Washington?), resolvi escrever este post para explicar alguns detalhinhos.

A cidade Washington, D.C. (foto) é a capital dos Estados Unidos e está localizada entre os Estados de Maryland (norte) e da Virginia (sul), na costa leste do país. D.C. é de Distrito de Colúmbia (District of Columbia); e é só pela abreviação que os americanos se referem à capital, para evitar confusão com o Estado de Washington, que fica do outro lado do país, na costa oeste. A maior e mais famosa cidade deste estado é Seattle, berço do grunge e do seriado Frasier. Portanto, a cidade capital dos Estados Unidos, Washington D.C., não tem nada a ver com o estado Washington, a não ser o nome.

Entendido?

sábado, 31 de dezembro de 2011

So long 2011

Terminei 2010 escrevendo como os anos têm sido bons comigo desde 2006. Hoje, no último dia de 2011, eu posso acrescentá-lo na disputa. Passei mais da metade dele nos EUA, ainda de intercâmbio. Conheci Miami e Chicago, e viajei pela segunda vez para a Disney. Como não podia ser diferente, fui a shows: Sweetlife Festival (The Strokes, Lupe Fiasco, Girl Talk e outros), Mumford & Sons, U2, Black Eyed Peas, Blink 182. E não um, mas DOIS shows do My Chemical Romance, minha banda do coração.

Logo após acabar meus dias como au pair, recebi parte da minha família na minha casa americana, e compartilhei o sonho da minha mãe de conhecer os Estados Unidos. Uma viagem de quase 10 dias pela Virginia, Washington DC e Nova York, ao lado dela e de meu irmão, fechou minha experiência na América.

E então foi o momento de rever família e amigos após 18 meses fora. E mesmo depois de perder quase três meses numa depressão pós intercâmbio (e procurando curar minha cachorra adoecida), 2011 ainda tinha planos para me surpreender: consegui ocupar minha mente com meu primeiro trabalho em tradução e redação.

(Observação: mudei de cor de cabelo em menos de dois meses mais vezes que Ramona Flowers em Scott Pilgrim.)

Agora, nos últimos momentos que me restam deste ano tão bom, mais uma vez, eu sou muito grata por tudo que conquistei e me foi proporcionado. No entanto, minha consciência grita, como para não me deixar esquecer, que à meia noite, quando 2011 virar 2012, eu vou deixar pra trás o último ano em que eu vivi nos EUA. E me dói pensar que isso agora é parte do passado. E que os detalhes se tornarão, a cada dia que passa, memórias vagas.

Mas não é isso que acontece com tudo que a gente vivencia na vida? E se dói agora é porque foi bom enquanto durou, quase como no fim de um relacionamento que terminou sem brigas. Simplesmente porque tinha de terminar. O intercâmbio me fez outra pessoa e me agregou coisas que nunca aconteceriam se eu continuasse por aqui. 2012 é o ano da volta a vida real. E isso me aflige do mesmo tanto que me intriga.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Símbolo Perdido e passeios de turista em Washington D.C.

Consegui, finalmente, riscar da minha lista alguns pontos turísticos de Washington D.C. pelos quais já havia passado, mas não de forma apropriada. Dessa vez gastei mais de cinco minutos dentro da Library of Congress, a Biblioteca do Congresso, e fiz o tour para visitantes dentro do Capitol, o capitólio.



Pouco antes de deixar o Brasil, depois de já ter feito o match com a família americana da Virginia, comecei a ler "O Símbolo Perdido" (Dan Brown), lançado em 2009. A história toda do livro se passa em Washington D.C., em prédios famosos da capital norte-americana, e cidadezinhas ao seu redor. Relendo o livro, agora em inglês, reacendi a curiosidade sobre o mundo subterrâneo e os segredos escondidos na cidade, que o autor descreve. Agora, ao caminhar pelo National Mall (o gramado que liga o Capitol ao Licoln Memorial, separados pelo Washington Monument - todos mencionados no livro), imagino as passagens e os imensos galpões subterrâneos, o basement e o subbasement do Capitol, o compartimento que distribui os livros da Biblioteca do Congresso para os diversos prédios ao seu redor.


Vários endereços e lugares descritos no livro hoje me são comuns e familiares. O Dulles International Airport fica a dez minutos de casa; já visitei o Botanical Garden e alguns dos 19 museus do Smithsonian Institution; passei pelo Memorial Maçônico - George Washington Masonic Memorial - na cidade de Alexandria (VA); a estação L'Efant Plaza é na linha de metrô laranja que me leva da minha cidade na Virginia à Washington D.C, já coloquei meus pés no rio Potomac, no Occoquan Park (VA)... E depois do novo passeio pela capital dos EUA, conheci dois dos pontos mais mencionados no livro: a Rotunda do Capitol, com a pintura "A Apoteose de Washington" no teto (foto do início), e a sala de leitura da Biblioteca do Congresso. Lugares maravilhosos, com visitas de graça e sem necessidade de agendamento prévio, que devem ser incluídos em qualquer passagem pela cidade.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um ano e dois meses

Pela primeira vez nesse tempo todo, eu gostaria de não "precisar" escrever aqui sobre mais um mês vivido. Tudo que rascunhar vai soar repetitivo. O pacote da Au Pair In America chegou e eu preciso fechar data e detalhes sobre meu voo de volta até meio de maio. Minha família americana também já recebeu as informações necessárias para começar o próximo processo de match. O meu coração está apertado e eu estou apreensiva por diversos motivos que já divaguei a exaustão neste blog. Portanto, evitarei-os neste post. Até quando conseguir...

Neste 14º mês consegui fazer algumas coisas diferentes que acabei perdendo ano passado. Por ser muito verde ainda na região, recém chegada, tentando me adaptar a mudança e rotina, deixei de participar de alguns programas. Este ano, consegui riscá-los da minha lista de coisas-a-serem-feitas-antes-de-voltar.


A primeira delas foi ir à Washington D.C. durante o Cherry Blossom Festival, que marca o início da primavera. Todas as árvores florescem e uma programação de shows, feiras, paradas toma as ruas da cidade por duas semanas. Qualquer lugar que vá, encontrará cherry blossoms brancas e rosas, de deixar qualquer foto maravilhosa. O National Mall, no entanto, é o ápice do evento. Estive em D.C. em todas as épocas do ano, mas esta é a mais bonita para se visitar a cidade (disputa acirrada com o outono, quando a cidade é tingida de vermelho e laranja).

O segundo item riscado foi o baile da Academia Naval de Annapolis, capital de Maryland - estado vizinho, que divide Washington D.C. com a Virginia. Uma festa com banda e DJ no ginásio da escola para os alunos e qualquer um que comprar os ingressos de $10. Este evento merece uma explicação a mais.


Os futuros oficiais da Academia são, na maioria esmagadora, meninos entre 18 e 22 dois anos de idade, presos a uma rotina rígida de aulas e treinamentos. O baile é um dos eventos realizados pela escola para que eles possam ter um pouco de diversão durante o ano. E é comum que todos os clusters de au pairs da região sejam convidados para a festa. Por quê? Um monte de meninas estrangeiras.


A minha certeza sobre a insistência na participação das au pairs foi confirmada quando uma amiga me enviou o e-mail que a counselor dela mandou para todas as meninas do cluster, intitulado "Naval Academy Ball tips". Dentre as dicas dela:

-Mantenha em mente que estes aspirantes da marinha não podem casar ou assumir filhos enquanto alunos da escola. Baseada nesse fato, tome decisões seguras.


-Os aspirantes da marinha estarão de uniforme. Quanto mais listas no ombro do uniforme, a mais tempo eles estão na escola. Um aluno com nenhuma lista terá, provavelmente, 18 ou 19 anos. Isso significa que não terá acesso a carro e é sujeito a regras rígidas para os finais de semana, o que o dificultará de visitá-la.


-Converse/socialize com alunos com mais listas na manga do uniforme. Eles são os veteranos da escola e têm carros MUITO legais - isso é símbolo de status pra eles.


-Os aspirantes da marinha são típicos meninos: levemente arrogantes e convencidos. Eles são assim porque acreditam ser o melhor que o exército americano tem a oferecer. Escute a tudo que eles têm a dizer, mas acredite na metade.


-Divirta-se, mas lembre-se de que garotos são garotos mesmo que pareçam DEMAIS em uniforme da marinha.


Quase desisti de ir de tão ridículas estas dicas são. Mas ignorando a parte fútil do evento e focando nas partes boas: Annapolis é uma cidadezinha histórica muito bonita dos EUA. A Academia Naval - a qual já havia feito uma breve visita em julho de 2010 - é um lugar grande e encantador. E o baile seria, com certeza, uma programação completamente diferente para o final de semana. Liguei o botão do foda-se, comprei um vestido novo na Forever XXI, e resolvi ir com mais três amigas.
(Detalhe: entramos de graça. Um blog publicou a informação errônea de que era possível comprar ingressos na entrada do evento, mesmo estando esgotados na venda online. O aspirante da porta teve "piedade" das quatro au pairs sem ingressos e nos deixou entrar sem pagar.)

Como a maioria dos alunos são menores de 21, bebidas alcóolicas não são permitidas na festa. E como eles têm uma rotina rígida de aulas, o baile termina à meia noite em ponto. Todos os aspirantes da marinha têm de estar (e manter-se, durante toda a noite) uniformizados. Foi quase uma volta aos bailinhos do ensino fundamental. Os meninos ficam confabulando em grupinhos, decidindo quais meninas pedirão pra dançar. E até agora a única festa black tie americana de qual fiz parte. Foi divertido mudar os ares e valeu a experiência, mas o baile não é grandes coisas.