Já mencionei inúmeras vezes aqui que a parte mais legal de ser au pair é ter a oportunidade de estudar nos EUA. Já falei também como muitas meninas acabam deixando de lado essa parte do programa quando se adaptam à vida americana. Também não é novidade que não é fácil decidir o que cursar: é preciso achar uma instituição na área em que irá morar; checar se ela oferece aulas reconhecidas pela sua agência e dará os créditos necessários no programa; e, acima de tudo, saber se elas acrescentarão algo ao seu inglês ou seu profissional.
A melhor opção é já ter uma ideia de tudo isso antes de viajar para os EUA. Eu mesma só encontrei o curso que me interessava seis meses depois de me mudar. Existem algumas formas de pesquisar os estudos, uma delas não só descobri recentemente, como estou escrevendo/traduzindo como freelancer: Hotcourses Brasil.
Neste site, você pode pesquisar cursos pela área, nível de ensino e país. Por exemplo, assim que eu fiz o match com a minha família, eu poderia ter encontrado todas as instituições da Virginia, achado as que têm campus próximo a minha casa, e pesquisado os cursos disponíveis em cada uma delas. (A NOVA, uma das faculdades que eu cursei, está listada no site.) Ou até mesmo já procurar pela área (jornalismo ou língua inglesa, no meu caso) e achar as instituições que a oferece no estado da Virginia.
No Hotcourses, tem como procurar as instituições de cada estado norte-americano e ainda acessar as avaliações de estudantes que já as cursaram, seja de graduação, pós-graduação, doutorado ou, os mais procurados pelas au pairs, cursos de inglês (geral, para negócios, preparatório para exames, online, executivo, entre outros). Uma sugestão para as au pairs que estudaram nos EUA é deixar uma avaliação da instituição no Hotcourses Brasil para ajudar na decisão de futuras intercambistas.
Você pode começar a procurar seu curso agora pelo Course Finder aqui no lado direito do Few Miles.
Outros posts de dicas para futuras au pairs: De au pair para au pair e FAQ.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Estudar nos EUA: Hotcourses Brasil
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
De au pair para au pair
No final da minha estadia de 18 meses, acredito ter alguns palpites e dicas para quem planeja ser au pair ou já está se preparando para vir para os EUA pelo programa. Permitam-me dar 12 pitacos nos planos alheios, e, quem sabe, ajudar a responder algumas dúvidas comuns:
1) NÃO DESISTA LOGO NO COMEÇO. Essa é a mais importante de todas. No primeiro mês nos EUA, sofri de homesick BRABA e pensei muito em voltar. Não o faça. Só eu sei o quanto me arrependeria, e - por céus, já leram alguns dos meus posts? - o quanto eu perderia de não ficar. Tente entrar em contato, antes de partir do Brasil, com a sua local counselor. Peça a lista de au pair da sua região e já marque de sair no seu primeiro final de semana. Não dê chance para a homesick.
2) NÃO TRAGA MUITA ROUPA. É claro que vamos achar que roupa nunca é suficiente e é um tanto deseperador pensar em fazer uma mala para uma viagem de um ano e não trazer quase nada. Mas o óbvio é que você irá comprar uma quantia absurda de coisas aqui. Portanto, traga pouca roupa e junte mais dinheiro. (E se puder ainda adicionar algo a este tópico: Faça uma visita a Forever XXI na sua primeira semana.)
3) NÃO SE ASSUSTE COM O COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS. Não importa a idade que você escolheu cuidar ou a rotina que terá, crianças dão trabalho. Vão fazer manha, chorar, responder... Todas as idades têm suas vantagens e desvantagens. Talvez o melhor conselho que eu possa dar (e exigência número um desse programa) é NÃO GOSTA DE CRIANÇAS, NÃO TENTE SER AU PAIR. Dê tempo ao tempo, e aos poucos pega-se o jeito em cuidar dos pequenos.
4) Em adendo ao número 3, CRIE UM BOM RELACIONAMENTO COM OS PAIS DAS CRIANÇAS. Eles serão seus responsáveis, chefes e família durante a estadia nos EUA. São os host parents que fazem a experiência muito mais agradável. E quando a relação é boa, "aguentar" as crianças no começo torna-se mais tolerável.
5) NÃO EVITE BRASILEIRAS. É óbvio que ter SÓ amigas que falam a sua língua atrasa a melhora no inglês. Mas elas são essenciais. Serão amizades criadas pra levar pra vida toda. Serão suas companheiras de viagens, baladas, homesick, bads, risadas, ressacas. Um pedaço do seu país nos EUA.
6) APRENDA INGLÊS. Pode parecer bem boba a dica, mas já vi meninas irem embora com pouquíssima melhora no idioma. Tenha amigas brasileiras, fale em português, mas não deixe de estudar o inglês. Converse bastante com a família americana, crie amizades de diferentes nacionalidades, frequente lugares em que será obrigada a só conversar no idioma. E, principalmente, ESTUDE. Quando a au pair se acostuma com o lugar, cria o seu grupo de amigas, e começa a criar a rotina na nova casa, acaba deixando de lado a parte mais legal desse programa: a oportunidade de estudar nos EUA. (Digo por experiência própria.) E, por céus, não tenha VERGONHA de falar em inglês. Todas estamos aqui para aprender - ou você não colocou na sua letter a frase clichê de au pair que você queria "improve your english"?
7) SER AU PAIR NÃO É SÓ FESTA. Au pair trabalha. Conheço casos e casos de meninas que vieram pra cá pelo programa e não aguentaram o tranco porque achavam que era só festas e viagens. Sim, são MUITAS festas e viagens, mas também é muito trabalho. Não venha só pelo oba-oba para não cair do cavalo.
8) Talvez em contradição com o número 7, VIDA DE AU PAIR É FÁCIL. Trabalhar é a parte mais importante do programa, exige muita paciência, e lhe é depositada muita responsabilidade. O que não difere de nenhum outro serviço aqui ou em qualquer país. No entanto, é lhe dado casa, comida e, em muitos casos, carro (as vezes, zerinho, como o meu) - e em alguns raros casos, até gasolina e GPS. Dessa forma, o salário de au pair, que não é nenhuma maravilha, dá e sobra pra viver muito bem.
9) Seja um dos muitos casos, e ESCOLHA UMA FAMÍLIA QUE TENHA UM CARRO SÓ PARA A AU PAIR. Acredite, é essencial. Não dá pra viver em nenhum canto dos EUA sem ter um carro ao seu dispôr (a não ser, talvez, nas capitais).
10) VIAJE. Guarde um pouco de dinheiro e use-o para o máximo de viagens que puder. Passagens de avião aqui são absurdamente baratas se comparadas às do Brasil. Eu viagei bastante e mesmo assim acho que poderia ter aproveitado mais. Planeje bem suas férias e gaste conhecendo lugares diferentes.
11) FAÇA ALGO DIFERENTE A CADA FINAL DE SEMANA. Mesmo que algumas au pairs precisem trabalhar nos finais de semanas, neles estará o tempo para explorar o lugar em que vive. Coma em novos restaurantes, vá a novos clubs, visite novos museus e parques, conheça novas cidades, dirija por um novo caminho, faça novas viagens de carros, frequente novos ambientes, vá a jogos de diferentes esportes... A lista é infinita. O problema é que quando nos acostumamos com a rotina, ela vira, bem... Uma rotina! Não deixe isso acontecer nos finais de semana. Planeje-o com antecedência, mesmo que os planos acabem mudando
12) CLUSTER MEETINGS SÃO CHATOS. Essa regra tem suas exceções, mas você vai perceber que está muito ocupada saindo com suas amigas brasileiras e fazendo algo novo a cada final de semana para participar das reuniões de au pairs da sua região. Com sorte, na sua agência - como é na Au Pair In America -, fazer parte das cluster meetings não será obrigatório. Cheque essa informação antes de vir pra cá.
1) NÃO DESISTA LOGO NO COMEÇO. Essa é a mais importante de todas. No primeiro mês nos EUA, sofri de homesick BRABA e pensei muito em voltar. Não o faça. Só eu sei o quanto me arrependeria, e - por céus, já leram alguns dos meus posts? - o quanto eu perderia de não ficar. Tente entrar em contato, antes de partir do Brasil, com a sua local counselor. Peça a lista de au pair da sua região e já marque de sair no seu primeiro final de semana. Não dê chance para a homesick.
2) NÃO TRAGA MUITA ROUPA. É claro que vamos achar que roupa nunca é suficiente e é um tanto deseperador pensar em fazer uma mala para uma viagem de um ano e não trazer quase nada. Mas o óbvio é que você irá comprar uma quantia absurda de coisas aqui. Portanto, traga pouca roupa e junte mais dinheiro. (E se puder ainda adicionar algo a este tópico: Faça uma visita a Forever XXI na sua primeira semana.)
3) NÃO SE ASSUSTE COM O COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS. Não importa a idade que você escolheu cuidar ou a rotina que terá, crianças dão trabalho. Vão fazer manha, chorar, responder... Todas as idades têm suas vantagens e desvantagens. Talvez o melhor conselho que eu possa dar (e exigência número um desse programa) é NÃO GOSTA DE CRIANÇAS, NÃO TENTE SER AU PAIR. Dê tempo ao tempo, e aos poucos pega-se o jeito em cuidar dos pequenos.
4) Em adendo ao número 3, CRIE UM BOM RELACIONAMENTO COM OS PAIS DAS CRIANÇAS. Eles serão seus responsáveis, chefes e família durante a estadia nos EUA. São os host parents que fazem a experiência muito mais agradável. E quando a relação é boa, "aguentar" as crianças no começo torna-se mais tolerável.
5) NÃO EVITE BRASILEIRAS. É óbvio que ter SÓ amigas que falam a sua língua atrasa a melhora no inglês. Mas elas são essenciais. Serão amizades criadas pra levar pra vida toda. Serão suas companheiras de viagens, baladas, homesick, bads, risadas, ressacas. Um pedaço do seu país nos EUA.
6) APRENDA INGLÊS. Pode parecer bem boba a dica, mas já vi meninas irem embora com pouquíssima melhora no idioma. Tenha amigas brasileiras, fale em português, mas não deixe de estudar o inglês. Converse bastante com a família americana, crie amizades de diferentes nacionalidades, frequente lugares em que será obrigada a só conversar no idioma. E, principalmente, ESTUDE. Quando a au pair se acostuma com o lugar, cria o seu grupo de amigas, e começa a criar a rotina na nova casa, acaba deixando de lado a parte mais legal desse programa: a oportunidade de estudar nos EUA. (Digo por experiência própria.) E, por céus, não tenha VERGONHA de falar em inglês. Todas estamos aqui para aprender - ou você não colocou na sua letter a frase clichê de au pair que você queria "improve your english"?
7) SER AU PAIR NÃO É SÓ FESTA. Au pair trabalha. Conheço casos e casos de meninas que vieram pra cá pelo programa e não aguentaram o tranco porque achavam que era só festas e viagens. Sim, são MUITAS festas e viagens, mas também é muito trabalho. Não venha só pelo oba-oba para não cair do cavalo.
8) Talvez em contradição com o número 7, VIDA DE AU PAIR É FÁCIL. Trabalhar é a parte mais importante do programa, exige muita paciência, e lhe é depositada muita responsabilidade. O que não difere de nenhum outro serviço aqui ou em qualquer país. No entanto, é lhe dado casa, comida e, em muitos casos, carro (as vezes, zerinho, como o meu) - e em alguns raros casos, até gasolina e GPS. Dessa forma, o salário de au pair, que não é nenhuma maravilha, dá e sobra pra viver muito bem.
9) Seja um dos muitos casos, e ESCOLHA UMA FAMÍLIA QUE TENHA UM CARRO SÓ PARA A AU PAIR. Acredite, é essencial. Não dá pra viver em nenhum canto dos EUA sem ter um carro ao seu dispôr (a não ser, talvez, nas capitais).
10) VIAJE. Guarde um pouco de dinheiro e use-o para o máximo de viagens que puder. Passagens de avião aqui são absurdamente baratas se comparadas às do Brasil. Eu viagei bastante e mesmo assim acho que poderia ter aproveitado mais. Planeje bem suas férias e gaste conhecendo lugares diferentes.
11) FAÇA ALGO DIFERENTE A CADA FINAL DE SEMANA. Mesmo que algumas au pairs precisem trabalhar nos finais de semanas, neles estará o tempo para explorar o lugar em que vive. Coma em novos restaurantes, vá a novos clubs, visite novos museus e parques, conheça novas cidades, dirija por um novo caminho, faça novas viagens de carros, frequente novos ambientes, vá a jogos de diferentes esportes... A lista é infinita. O problema é que quando nos acostumamos com a rotina, ela vira, bem... Uma rotina! Não deixe isso acontecer nos finais de semana. Planeje-o com antecedência, mesmo que os planos acabem mudando
12) CLUSTER MEETINGS SÃO CHATOS. Essa regra tem suas exceções, mas você vai perceber que está muito ocupada saindo com suas amigas brasileiras e fazendo algo novo a cada final de semana para participar das reuniões de au pairs da sua região. Com sorte, na sua agência - como é na Au Pair In America -, fazer parte das cluster meetings não será obrigatório. Cheque essa informação antes de vir pra cá.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
FAQ
Em um intervalo de uma semana, umas cinco meninas vieram me perguntar sobre como é ser au pair, interessadas em fazer o mesmo. Por isso, resolvi escrever esse post com algumas informações sobre a vida de quem vem pra cá nesse tipo de programa. Pegou-me de surpresa o fato de que quase quatro meses é tempo suficiente para passar de quem pergunta pra quem responde. E estando aqui, posso ser sincera sobre algumas coisas que não são ditas antes e eu gostaria de ter tido conhecimento. Lembrando que toda regra tem sua exceção.
Ser au pair é uma das maneiras mais baratas de "intercâmbio" para aprender o inglês. Esta é a principal e quase unânime razão pela qual meninas se interessam pelo programa. O salário é razoável, mas dá para viver muito bem, uma vez que não é preciso gastar com casa nem comida - e é por isso que au pair é um bicho que viaja e está sempre em festa. Morar com uma família americana te força a praticar o idioma todos os dias, o tempo todo.
O fator financeiro também é a razão principal pela qual os americanos optam por ter uma au pair. Contratar uma nanny é caro. Na hora de fazer o match com a família, é preferível achar pais super legais a filhos fáceis de cuidar. Crianças dão trabalho, isso é fato. Portanto, é mais importante se dar bem com quem vai ser responsável por você durante o ano.
As famílias integrantes do programa - mesmo sendo mais recompensador financeiramente - têm dinheiro. Isso significa que vivem numa casa grande, em cidade pequena - o que, para eles, é sinônimo de vida boa. É muito difícil cair em cidade grande. Não se escolhe onde vai morar, e sim a família.
Para viver realmente bem aqui é preciso uma série de detalhes aparentemente insignificantes: não ter de dividir banheiro com as crianças e em que parte da casa fica o quarto da au pair; rotina e horário das crianças; se há metrô por perto e quantas au pairs vivem na região; se os finais de semanas serão off; e, para mim o mais importante, o uso do carro e divisão de gasolina. Quando estiver em processo de match, não tenha medo de fazer perguntas para as famílias antes de fechar com qualquer uma.
Crianças mais novas dão mais trabalho, além de não irem para escola todos os dias. Experiência própria. As mais velhas, normalmente, têm inúmeras aulas durante a semana, fora do horário escolar: football, soccer, baseball, cheerleading, teatro, balé, natação... As vezes, au pairs são contratadas para serem motoristas.
A counselor, pessoa da agência responsável pelas meninas da região, liga uma vez por mês. Ela não ajuda em nada no processo de achar o que estudar e nem aparenta se preocupar com isso. Por este motivo é comum ver au pairs esquecendo que vieram para estudar também. A minha impressão é que o estudo neste tipo de programa é como uma máscara para não aparentar que estamos aqui só a trabalho.
Muita gente comenta o quanto somos corajosas de vir pra cá. Somos mesmo. Au pair trabalha bastante; americano não é receptivo com estrangeiro; parentes da sua família vão te tratar como empregada. Entretanto, é necessário uma boa dose de coragem contratar alguém de outro país, que você nunca viu antes na vida, para morar na sua casa e cuidar dos seus filhos. Portanto, a relação entre au pair e família tem de ser uma via de duas mãos.
Eu tive sorte: adoro a família que escolhi; tenho carro e GPS só meus; meu quarto e banheiro são no basement, bem reservados; moro numa cidadezinha bem localizada, a 20 minutos do metrô e a meia hora de Washington DC; tenho os finais de semana livres. No entanto, cuido de dois meninos pequenos, o que significa ter de passar o dia todo com eles - até setembro, quando as aulas voltam e a nossa rotina muda.
Cada caso é um caso. São muitos os exemplos, e cada família tem seu lado bom e ruim. Assim como o programa de au pair e absolutamente tudo na vida. Mesmo com todos os apesares, ser au pair é uma forma muito legal de viver um ano em outro país. Eu recomendo e me surpreendo com a quantia de brasileiras que encontro.
Estou aberta a mais perguntas, que responderei com prazer aqui no blog. E aproveito para agradecer minha amiga Camila que pacientemente me respondeu um milhão de perguntas quando eu estava no meu processo de match - e ela já passava para o segundo ano como au pair.
Brenda
Ser au pair é uma das maneiras mais baratas de "intercâmbio" para aprender o inglês. Esta é a principal e quase unânime razão pela qual meninas se interessam pelo programa. O salário é razoável, mas dá para viver muito bem, uma vez que não é preciso gastar com casa nem comida - e é por isso que au pair é um bicho que viaja e está sempre em festa. Morar com uma família americana te força a praticar o idioma todos os dias, o tempo todo.
O fator financeiro também é a razão principal pela qual os americanos optam por ter uma au pair. Contratar uma nanny é caro. Na hora de fazer o match com a família, é preferível achar pais super legais a filhos fáceis de cuidar. Crianças dão trabalho, isso é fato. Portanto, é mais importante se dar bem com quem vai ser responsável por você durante o ano.
As famílias integrantes do programa - mesmo sendo mais recompensador financeiramente - têm dinheiro. Isso significa que vivem numa casa grande, em cidade pequena - o que, para eles, é sinônimo de vida boa. É muito difícil cair em cidade grande. Não se escolhe onde vai morar, e sim a família.
Para viver realmente bem aqui é preciso uma série de detalhes aparentemente insignificantes: não ter de dividir banheiro com as crianças e em que parte da casa fica o quarto da au pair; rotina e horário das crianças; se há metrô por perto e quantas au pairs vivem na região; se os finais de semanas serão off; e, para mim o mais importante, o uso do carro e divisão de gasolina. Quando estiver em processo de match, não tenha medo de fazer perguntas para as famílias antes de fechar com qualquer uma.
Crianças mais novas dão mais trabalho, além de não irem para escola todos os dias. Experiência própria. As mais velhas, normalmente, têm inúmeras aulas durante a semana, fora do horário escolar: football, soccer, baseball, cheerleading, teatro, balé, natação... As vezes, au pairs são contratadas para serem motoristas.
A counselor, pessoa da agência responsável pelas meninas da região, liga uma vez por mês. Ela não ajuda em nada no processo de achar o que estudar e nem aparenta se preocupar com isso. Por este motivo é comum ver au pairs esquecendo que vieram para estudar também. A minha impressão é que o estudo neste tipo de programa é como uma máscara para não aparentar que estamos aqui só a trabalho.
Muita gente comenta o quanto somos corajosas de vir pra cá. Somos mesmo. Au pair trabalha bastante; americano não é receptivo com estrangeiro; parentes da sua família vão te tratar como empregada. Entretanto, é necessário uma boa dose de coragem contratar alguém de outro país, que você nunca viu antes na vida, para morar na sua casa e cuidar dos seus filhos. Portanto, a relação entre au pair e família tem de ser uma via de duas mãos.
Eu tive sorte: adoro a família que escolhi; tenho carro e GPS só meus; meu quarto e banheiro são no basement, bem reservados; moro numa cidadezinha bem localizada, a 20 minutos do metrô e a meia hora de Washington DC; tenho os finais de semana livres. No entanto, cuido de dois meninos pequenos, o que significa ter de passar o dia todo com eles - até setembro, quando as aulas voltam e a nossa rotina muda.
Cada caso é um caso. São muitos os exemplos, e cada família tem seu lado bom e ruim. Assim como o programa de au pair e absolutamente tudo na vida. Mesmo com todos os apesares, ser au pair é uma forma muito legal de viver um ano em outro país. Eu recomendo e me surpreendo com a quantia de brasileiras que encontro.
Estou aberta a mais perguntas, que responderei com prazer aqui no blog. E aproveito para agradecer minha amiga Camila que pacientemente me respondeu um milhão de perguntas quando eu estava no meu processo de match - e ela já passava para o segundo ano como au pair.
Brenda
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