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domingo, 10 de julho de 2011

Sobre Vans e Havaianas

Com os dias contados para a volta, preciso começar a comprar não só as lembrancinhas para família e amigos mas também meus desejos de consumo que seriam dificilmente adquiridos no Brasil. Para colocar em prática algumas dessas compras, aproveitei as sales do feriado Fourth of July e fui a um dos outlets da Virginia.


Uma das principais paradas: a loja da Vans. Quase tudo lá é vendido no esquema "Buy 1, get 1 50% off". E como quase tudo lá já é barato, é possível comprar duas camisetas por $15 ou dois tênis por $30. E lá fui eu escolher mais duas camisetas da marca. Só no caixa, reparo na promoção de mochilas "Buy 1, get 1 FREE". Resultado: eu e meu irmão ganhamos mochilas da Vans por $19,90 as duas. No entanto, mesmo após provar alguns deles, engoli o desejo consumista e resolvi não comprar mais nenhum dos sapatos.


Algum tempo depois, andando por uma imensa loja de sapatos no shopping, as Havaianas que calçava arrebentaram sem chance de conserto. Foi a segunda das cinco havaianas que tinha aqui comigo - três trazidas e duas enviadas (no aniversário de 2010) do Brasil - a me deixar na mão. (DICA DE AU PAIR: Havaianas são um item indispensável na mala. Não ocupam muito espaço, são confortáveis, combinam com tudo, e fazem muito sucesso nos EUA.)


Resultado: saí da enorme loja de sapatos, andei descalça de volta até a loja da Vans e me dei de presente um par de tênis da marca. Motivo maior que esse eu não acharia.


PS: Ainda estou sem câmera fotográfica, portanto a foto meia boca foi tirada com o iTouch.

terça-feira, 1 de março de 2011

Pronunciation and Converse

No último sábado (26), assisti à uma aula de Teaching Pronunciation como parte dos créditos que preciso para meu semestre extra no programa de Au Pair. O curso de sete horas (das 9h às 16h) na Northern Virginia Community College, a Nova, foi mais interessante do que imaginava. No entanto, foi quase um balde de água fria no meu inglês falado: há muito em pronúncia que ainda precisa ser aperfeiçoado. Detalhinhos que só são percebidos na prática, lendo em voz alta e sendo corrigida.

Aprendi que pronuncio quase todos os verbos regulares no passado de forma errada. Alguns soam com apenas um /t/ mudo, uns com /d/, e apenas alguns poucos devem ser ditos com o /ed/ de forma clara, como eu costumava usar em todos.

A professora, uma senhora beirando os 60, insistia em dizer que brasileros quando falam em inglês "comem" o fim das palavras. Como era uma aula pra aprender a ensinar pronunciação, ela estranhou quando nos viu (eu e mais duas amigas, de longe as mais novas entre os alunos) entrar na sala. "Vocês não parecem que são professoras, então eu acredito que sejam au pairs, estou certa? Vocês estão cientes que essa é uma aula para aprender a ensinar ESL (English as a Second Language) e não para aprender a falar em inglês, né?" Sim, querida, nós sabemos.

No próximo sábado tem mais sete horas de aulas, mas com tema diferente: Strategies for Teaching Entry-Level Students.

Sonho consumista de colecionadora


No domingo (27), colocamos em prática um dos nossos planos mais esperados (lê-se quando todas tivessem dinheiro sobrando pra gastar): ida ao outlet da Converse.

Um fato importante para a compreensão do que isso significa. Nunca liguei para marcas e nunca gastaria o preço absurdo que se paga em tênis de Nike, Adidas ou whatever. Mas eu tenho a-do-ra-ção por All Star. Gosto tanto que, aos poucos, desde 2002 (ano do meu par de All Star mais velho), criei minha própria coleção, que no último final de semana aumentou em dois números. Sem brincadeira, eu perdi a conta. Mas acredito que já passa de 20 pares.

Convenhamos, nenhuma coleção é sensata. Um ajuntamento desnecessário de diferentes modelos de objetos nem sempre úteis pra alguma coisa. Colecionar pares da Converse, no entanto, é bem mais interessante que manter [insira qualquer coisa comum colecionável] numa caixa ou prateleira. E não importa o que me digam, nunca é demais.

Aí, junte minha adoração pela marca e uma sale no outlet, de dois pares por $40, e tenha como resultado algo semelhante a uma criança de olhos brilhando dentro de uma loja de brinquedos. Saí com o anseio consumista saciado momentaneamente, com planos de dar mais umas passadinhas na wonderland antes de voltar pro Brasil.