quinta-feira, 25 de março de 2010

Um mês

Hoje faz um mês que estou vivendo a cultura americana. Em uma conversa com o pai da família com quem eu moro, ele disse: "Caso não tenha notado, você está no melhor país do mundo". É esse o pensamento de todos aqui na América - e é assim que eles se intitulam, como se nada mais existisse na América. Os americanos são egocêntricos, e estão cansados de ver estrangeiros, portanto, não são muito receptivos.

As casas de subúrbios são espalhadas entre árvores, bosques, lagos... As famílias mais bem apossadas gostam destas áreas para que as crianças possam brincar nas ruas sossegadas e fugir da bagunça das cidades grandes. Já vi tantos esquilos que perdi a conta, e uns quatro veados atropelados na beira da estrada. Dirigi um carro automático pela primeira vez, me perdi, me achei e comecei a decorar o nome das ruas. Google Maps é meu companheiro constante aqui.

Em um mês, assisti a coleção de Star Wars o suficiente para decorar falas e os desenhos da Nickelodeon Jr até saber todas as músicas. Dancei Lady Gaga em balada. Passei um tarde em Washington DC, fiz compras no Wal Mart, comi donut no Dunkin Donuts e panquecas de chocolate no iHop.

Já falei mais em inglês que eu havia falado no resto da minha vida. E lidei - ainda lido e vou lidar até o dia de ir embora - com a maior saudade que já senti. Um mês não é suficiente para se acostumar totalmente a viver numa casa nova, com cultura, costumes e língua diferentes. Aliás, absolutamente tudo é diferente: as casas, as ruas, a posição das casas nas ruas, as estradas, as regras no trânsito, o clima, as bebidas, a comida...

Mas já tive tempo suficiente para aprender inúmeras coisas e me testar em diferentes situações como nunca antes. Tudo isso em um mês. E pensar que eu tenho mais 11 pela pela frente...

5 comentários:

Viviam Santos disse...

Fico feliz por vc, Brenda!Vi mesmo que você sumiu... Aproveite muito! Apesar dos pesares, é uma experiência e tanto e não podemos negar que é um país sim, mais evoluído em certas questões. Pelo menos o que vemos por fora.
É uma oportunidade única! Achei legal a iniciativa do blog! Vou passar sempre pra ler... RSS já! :)
Beijão!!!

Sandra Dee disse...

humm... qdo vc falou oq o pai disse (ele não tem nome ou vc prefere não falar??) eu torci o nariz. Depois pensei... let it be. Mas se eu estivesse no seu lugar, eu usaria todo o meu inglês pra fizer "there's no place like home" :)

Stela disse...

Oie Brenda! De qlq forma... o tempo passa rápido né?! Mesmo com saudade, mesmo com inumeras coisas pra fazer e muita coisa pra aprender, passa rápido demais... e ainda falta bastante, mas do jeito que vc está indo aí, vai passar tudo em um piscar de olhos.
E realmente.. o que seu pai disse não é para condená-lo, afinal é o pensamento de todos ai, e eles são condicionados a pensar assim por uma serie de valores de realidade que acreditam né?!
Bom.. vou começar a viajar, entao vou parar por aqui
e mais uma vez elogiar seu blog, que está de parabéns!
Saudades de as vezes trombar por vc em stand-ups da vida e nas ruas de sbo
Bjaaao

Rodrigo Kivitz disse...

Oi Brenda. Quando aparece nas atualizações do Orkut que você adicionou fotos novas no seu perfil, me esforço para não clicar. Não quero ver as fotos. É mais interessante acompanhar pelos textos todas as experiências que você está vivendo. Suas sensações, seus pensamentos. E, por certo, também suas mudanças. Elas vão estar em você quando voltar, evidentes num jeito novo de sorrir, de olhar para as pessoas ou de ajeitar o cabelo. Por isso prefiro esperar para tentar perceber o que mudou em você quando estiver de volta. Aproveite todos os meses como aproveitou este primeito.

Brenda disse...

Obrigada por todos os comentários! Eu vou evitar ao máximo colocar o nome e informações da família, pq é regra do programa! =s
E eu não levei a mal o cometário do pai. Ele é o típico americano patriota! Mas é muito gente fina!

Rodrigo, só você mesmo pra escrever uma coisa dessas. Adorei!