terça-feira, 31 de maio de 2011

Um ano e três meses: I'M IN MIAMI BITCH!

Permitam-me escrever sobre meu décimo quinto mês na terra do tio Sam com alguns dias de atraso: comemorei-o durante minha semana de férias (as últimas como au pair) em Miami. Oito dias no sol escaldante da Flórida.

Ficamos num hotel bem simples e barato em Miami Beach (ou North Beach), de cara com a praia. Único detalhe é que a parte realmente divertida da cidade, onde encontra-se toda a muvuca (lojas, restaurantes, bares, clubs), é em South Beach, pouco mais de 70 blocos de onde estávamos hospedadas. Resultado: ônibus pra ir e voltar de praia e balada todos os dias. Digo só que até o último dia já éramos experts no transporte público de Miami.


A cidade é conhecida pelos shoppings baratos, destino de muitos comerciantes brasileiros (aliás, tem mais brasileiro em Miami que no Brasil). Decidimos não desperdiçar nosso tempo com compras, portanto fomos em apenas um dos shoppings, o Dolphin Mall (o mais conhecido deles, o Sawgrass, era muito longe de onde estávamos e precisariamos alugar um carro). No entanto, para chegar no shopping, que supostamente (como nos explicou a mulher da recepção) era o mais próximo do hotel, nos levou duas horas dentro do ônibus para ir e mais duas para voltar. Além disso, os preços milagrosos que são prometidos não diferenciavam em nada em relação aos outlets que frequentamos na Virginia. Decepcionante... Pelo menos, demos uma voltinha básica na Downtown.


Com exceção desse episódio, Miami foi uma ótima experiência. Aproveitamos muito a praia, passeamos pela Lincoln Rd e Ocean Drive, duas ruas principais de South Beach com muitos restaurantes e lojas. Conhecemos o estúdio de tatuagem do Miami Ink (Infelizmente, não me tatuei. Uma estrela simples, vazada e preta, no pé iria sair por $350. Doeu a alma). Compramos lembrancinhas diversas. Eu e uma amiga, a Michelle, fizemos parasail (DEMAIS!). Saímos a noite, inclusive no Nikki Beach, o club mais conhecido de Miami. Alugamos bicicletas e fizemos toda a South Beach. Bebemos os drinks enormes dos restaurantes da Ocean Drive. Fomos pra Key West (tema para um próximo post). No fim dos oito dias, não dormiamos direito por uma semana, mas o corpo bronzeado e o bolso vazio indicavam uma viagem bem aproveitada.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

31 de agosto de 2011

Família e amigos, a data é essa. Recebi agorinha a carta de confirmação da Au Pair In America; dia 31 de agosto eu estou de volta! Fim da vida de au pair na terra do tio Sam.

Deu de chegar hoje, véspera da minha última semana de férias nos EUA. Destino: Miami (FL). Oito dias debaixo do sol escaldante, passando o tempo em Miami Beach. E eu só tenho a dizer que eu estava precisando muito dessa folga. E do calor.

Só torcer para o mundo não acabar amanhã e arruinar a vacation.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Killjoys, make some noise [2]

Na tão esperada terça-feira, só consegui sair de casa às 17h30 para pegar o metrô para Washington DC. Quase duas horas depois e duas trocas de linha, cheguei na estação para o 9:30 Club. A fila já virava duas esquinas do quarteirão do bar, que é bem pequeno. Entrei na fila exatamente na hora em que abriram as portas e em pouco tempo já estava lá dentro, tentando decidir de que lado tinha mais chances de me aproximar da grade. Até o fim dos shows das duas bandas de abertura, The Architects e Thursday, já tinha me posicionado há seis cabeças do palco e ali fiquei quase todo o show. Sendo empurrada para os lados.

Foi a primeira vez que assisti a um show nos EUA no povo, no meio da bagunça, portanto retiro as reclamções de que americanos não sabem curtir um show. Ou talvez é preciso estar no lugar certo com a banda certa. Outra coisa indiferente entre os países são os fãs da banda: um bando de meninas adolescentes. Só sei que nunca cantei "I'm not okay" com tanta sinceridade. Sem jantar, em pé por horas, um aperto descomunal, suada da cabeça aos pés... Estava tão fraca que nas primeiras músicas lutava para me manter em pé no empurra-empurra. Mal conseguia acompanhar as músicas cantando. E eu sabia to-das.


Da metade do show para o final, me encaixei num lugarzinho pouco mais sossegado quase na berada da multidão, e ali consegui aproveitar o resto decentemente.


O show


E depois da confusão com ingressos, de ir sozinha pela primeira vez a um show, e a espera de anos, My Chemical Romance ao vivo é a recompensa perfeita. Eles são fantásticos. Gerard Way é um frontman único. E como mudam o setlist a cada show, tive a sorte de ouvir um perfeito, com músicas dos quatro álbuns (as minhas duas preferidas do Black Parade e as duas do novo CD) . Poderia citar pelo menos umas 10 músicas deles que gostaria de ter visto ao vivo, mas sei que seria impossível. Dos singles que realmente foram deixados de fora (que inclusive estavam no setlist do show de lançamento do Danger Days), eu senti falta de "Famous Last Words" e "The Ghost of You" (uma das minhas preferidas da banda).


Setlist do show em Washington DC


1. Look Alive, Sunshine

2. Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na Na)

3. Thank You For The Venom

4. Planetary (GO!) [Preferida do Danger Days]

5. Hang 'Em High

6. Mama [Preferida da Black Parade]

7. The Only Hope For Me Is You

8. House of Wolves

9. Summertime

10. I'm Not Okay (I Promise)

11. Vampira Money [Com introdução igualzinha ao CD]

12. DESTROYA [Preferida do Danger Days]

13. Welcome To The Black Parade

14. Teenagers

15. SING

16. Vampires Will Never Hurt You [Pirei nessa!]

17. Helena [Emocionante!]

18. Cancer [Preferida do Black Parade]



Encore


19. Our Lady of Sorrows

20. Bulletproof Heart


E para finalizar a noite, me encostei na grade, logo depois da banda deixar o palco, e insisti até o segurança achar uma palheta do Ray Toro no palco e me dar. Final perfeito para o show perfeito.


PS: Fotos e vídeos para um próximo post.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Killjoys, make some noise [1]

Pra falar sobre a odisséia até o show do My Chemical Romance, eu preciso começar pelo começo, em 2008. Show deles em São Paulo e eu - esgotada de dinheiro após o do The Used (dezembro de 2007) e Iron Maiden (janeiro de 2008), e sem companhia - não consegui ir. Via entrevistas e pedaços do show na TV e chorava. Meus amigos e família, é claro, diziam ser digno de emo - apelido que me atormentou por muitos anos por curtir a banda. Foi, na verdade, dor de fã desiludida.

Quando assisti ao show online deles em Los Angeles de lançamento do novo álbum Danger Days, era novembro de 2010, e só então me caiu a ficha que eles deveriam estar em turnê pelos EUA. Chequei o site oficial, e não deu outra. Ingressos pro show em Washington numa terça a noite esgotados. Apelei pra New York, num sábado, em abril de 2011. Companhia eu sabia desde então que não conseguiria. Aqui, sem diferença nenhuma do Brasil em 2008, não conhecia ninguém que gostasse da banda.

Tive quatro meses de espera. Deixei pra acertar albergue em cima da hora. Dois dias depois, o hostel me mandou um e-mail cancelando a reserva sem uma explicação sensata. Foi então que a mãe americana sugeriu uma mudança de planos: vender o ingresso de NY no eBay e comprar um para o show esgotado em DC, em maio. Paguei quase o dobro no novo ingresso, e acabei nem conseguindo vender o que já tinha. Não ficaria mais revoltada se não fosse pelo dinheiro que gastaria com a viagem de final de semana pra NY. Ônibus, hotel, comida. Saiu na mesma.

Mais duas semanas de espera.

Virei fã de My Chemical Romance, no finalzinho de 2005, quando eles apareceram com Helena. Quando já estavam estourando no mundo todo com o visual preto e vermelho, de cara pálida e ollheiras, do Three Cheers For Sweet Revenge, o segundo - e ainda meu preferido - álbum da banda. Foi amor a partir daí. Ia pra faculdade com a minha camiseta do desenho do casal ensanguentado da capa do CD, e sempre recebia olhares de desconfiança. O visual, no entanto, mesmo um tanto mórbido e dark, sempre foi algo que me atraiu na banda: inventam uma história completa a cada trabalho, nas letras, na divulgação, nos vídeos, no "uniforme" para os shows. Criam verdadeiros personagens a cada álbum. MCR é daquele tipo de artista que de genial para piada é um pulo. Daquelas bandas que você curte tanto (claramente, os acha geniais e não uma piada) que gostaria poder fazer com que as pessoas as enchergassem da mesma forma.

Gosto das músicas do Black Parade (2006) - não tanto quanto os outros dois primeiros álbuns - mas não gosto do visual. E depois de quatro anos sem lançar nada novo, o Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys não poderia ser resultado melhor pela espera toda. A banda inteira com o look reformulado, novos (e fantásticos) "uniformes" (as jaquetas criadas por Colleen Atwood - que SÓ ganhou o Oscar de Costume Design este ano por "Alice no País das Maravilhas"), Gerard de cabelo vermelho. E as músicas, é claro, muito boas.

Gerard Way, vocal, é uma história a parte. Desses casos de artistas tão talentosos que chegam a ser totalmente excêntricos. Ele é o responsável pela criação de todo o visual da banda. Formado pela Universidade de Artes Visuais de Nova York, também é quadrinista (autor de The Umbrella Academy, com arte do brasileiro Gabriel Bá). Desenhou a capa do álbum Three Cheers, as jaquetas e os personagens do vídeo "Na Na Na". Pacote completo no quesito talento. Além disso, Gerard tem propósito desde a criação da banda em ajudar com a música jovens "desperançosos", da mesma forma com que o MCR já o salvou duas vezes (quando era depressivo e alcoólatra).

E foi ontem, dia 10 de maio de 2011, que eu finalmente vi um show do My Chemical Romance, em Washington DC.

(continua no próximo post)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sweetlife Festival

Antes de realmente começar o post, só queria exteriorizar um pensamento que tive ontem a noite. Certo seria classificá-lo na categoria "ISSO ESTÁ MESMO ACONTECENDO?". The Strokes surgiram quando eu assistia muito MTV Brasil, na minha pré-adolescência. O "novo rock" da banda , que na época chamaram de despretencioso, os fez subir em todas as paradas possíveis, inclusive nas brasileiras. Não sei quantas vezes assisti o vídeo de Last Night no falecido Disk MTV. Julian Casablancas jogando o microfone, empurrando os membros da banda tocando ao vivo. Cinco moleques, na época. Nunca imaginaria que dez anos depois, muito tempo passado a minha fase emetevê, eu iria ver um show dos Strokes num festival de música nos EUA, na região de Washington DC.

Pronto. Ontem (01), fui ao Sweetlife Festival, em Columbia (MD), um evento que celebra a vida e a comida saudáveis, com a apresentação de dez bandas/artistas de estilos diferentes no Merriweather Post Pavilion. O lugar tem um espaço grande em volta do gramado, onde foram montadas várias tendas de produtos naturais, todas destribuindo brindes (óculos, bastões de neon, salgadinhos, camisetas, adesivos).

Chegamos logo no comecinho, ao meio dia. Estendemos cobertores no começo do gramado e ali ficamos o dia todo, intercalando com algumas voltas pelo lugar. Assistimos a todas as atrações, mesmo só conhecendo a principal (última a se apresentar no evento, claramente). Três delas (além da dos Strokes) foram muito boas.


A banda Walk The Moon, da cidade Cincinnati, tem um show bem animado. O vocalista começou a apresentação dizendo que nunca tinham tocado tão longe da cidade deles. Pelo jeito, foi o primeiro de muitos, porque a agenda de shows no site oficial deles tem datas em Los Angeles e até em Londres. Gostei do estilo e das músicas da banda.

Lupe Fiasco é um rapper com umas letras meio motivacionais. Gritando (e pedindo pra platéia gritar) "Hip Hop saved my life" durante todo o show, Fiasco diz coisas do tipo "Se você conhece alguém em depressão, ajudem-o a não desistir de lutar". A banda que o acompanha é muito boa, ele consegue segurar a atenção das pessoas o show todo, até mesmo durante um "discurso" de uns cinco minutos sobre o poder da juventude. "Ok, I'll shut up now" e volta ao setlist. Eu não o conhecia, mas várias das músicas tocadas foram acompanhadas com as pessoas cantando junto.

O melhor de todos foi, sem dúvida, o do DJ Gregg Michael Gillis, mais conhecido pelo nome artístico Girl Talk. Foi o show mais animado da minha vida. Ele faz uns mashups incríveis com músicas que NUNCA imaginaria combinar uma com a outra, de estilos completamente diferentes. Miley Cyrus, Black Sabbath, Bon Jovi, Ludacris, 50 Cent, Lady Gaga, Black Eyed Peas, Justin Timberlake... Girl Talk usa música de muita gente e a mistura fica perfeita. Com balões, confetes, e fãs dançando no palco o tempo todo, o show é uma grande festa. Não há palavra melhor para descrever . Não há um indivíduo parado.


E depois de um dia inteiro de shows - todos pontuais, seguindo a risca o lineup -, finalmente, às 20h55, entra a atração principal: The Strokes. Não foi dos melhores, me desculpem a sinceridade. É muito bom, mas curtíssimo, não passou de uma hora. Julian Casablancas estava absolutamente de arrasar: óculos escuros, o cabelo (como sempre) propositalmente sujo e desarrumado, jaqueta de couro. No entanto, o front man não é carismático. Chega até aparentar ser bem tímido. O setlist, com apenas 16 músicas, misturou clássicas com músicas do novo álbum Angles, como deveria ser. Mas eu nunca saí de um show tão triste como o deles. Não tocaram a minha música preferida da banda (uma que entraria fácil num top 10 músicas-da-minha-vida), You Only Live Once. Desacreditei. O show acabou e eu fiquei lá, plantada, olhando desmontarem o palco, esperando por um bis. E nada. NUNCA vi uma banda sair do palco e NÃO voltar para um bis. Não sei se era regra do festival, se estavam sem tempo... Só sei que me decepcionei nesse aspecto. Justiça seja feita, Reptilia é uma música MUITO boa ao vivo. Last Night fechou o show e foi bem emocionante. As novas Taken For a Fool (Casablancas errou um pedaço da letra) e Gratisfaction são duas das minhas preferidas do Angles e arrasaram no show. Com certeza, entretanto, não foi dos melhores shows da minha vida.

Mas o domingo foi maravilhoso. Um desses por mês e eu seria feliz para sempre. Nem a garoa constante e o friozinho chegaram perto de estragar o festival.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Shut up and sing it with me

Álbum do My Chemical Romance tocando no carro.

Gerard: "... Shut up and sing it with me, na, na, na, na..."
Mais velho: Por que ele pode falar "cala a boca"?
Eu: É, é feio mesmo. Ele fala alguns palavrões nesse CD. Acho melhor ouvirmos outra coisa.

Mudo do álbum para a rádio.

Ludacris: "... And I love the way you shake that ass. Turn around and let me see them pants." (Pelo menos era a versão censurada de "Tonight" e Enrique Iglesias cantava "loving").

Eu: Quer saber, vamos desligar esse negócio.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um ano e dois meses

Pela primeira vez nesse tempo todo, eu gostaria de não "precisar" escrever aqui sobre mais um mês vivido. Tudo que rascunhar vai soar repetitivo. O pacote da Au Pair In America chegou e eu preciso fechar data e detalhes sobre meu voo de volta até meio de maio. Minha família americana também já recebeu as informações necessárias para começar o próximo processo de match. O meu coração está apertado e eu estou apreensiva por diversos motivos que já divaguei a exaustão neste blog. Portanto, evitarei-os neste post. Até quando conseguir...

Neste 14º mês consegui fazer algumas coisas diferentes que acabei perdendo ano passado. Por ser muito verde ainda na região, recém chegada, tentando me adaptar a mudança e rotina, deixei de participar de alguns programas. Este ano, consegui riscá-los da minha lista de coisas-a-serem-feitas-antes-de-voltar.


A primeira delas foi ir à Washington D.C. durante o Cherry Blossom Festival, que marca o início da primavera. Todas as árvores florescem e uma programação de shows, feiras, paradas toma as ruas da cidade por duas semanas. Qualquer lugar que vá, encontrará cherry blossoms brancas e rosas, de deixar qualquer foto maravilhosa. O National Mall, no entanto, é o ápice do evento. Estive em D.C. em todas as épocas do ano, mas esta é a mais bonita para se visitar a cidade (disputa acirrada com o outono, quando a cidade é tingida de vermelho e laranja).

O segundo item riscado foi o baile da Academia Naval de Annapolis, capital de Maryland - estado vizinho, que divide Washington D.C. com a Virginia. Uma festa com banda e DJ no ginásio da escola para os alunos e qualquer um que comprar os ingressos de $10. Este evento merece uma explicação a mais.


Os futuros oficiais da Academia são, na maioria esmagadora, meninos entre 18 e 22 dois anos de idade, presos a uma rotina rígida de aulas e treinamentos. O baile é um dos eventos realizados pela escola para que eles possam ter um pouco de diversão durante o ano. E é comum que todos os clusters de au pairs da região sejam convidados para a festa. Por quê? Um monte de meninas estrangeiras.


A minha certeza sobre a insistência na participação das au pairs foi confirmada quando uma amiga me enviou o e-mail que a counselor dela mandou para todas as meninas do cluster, intitulado "Naval Academy Ball tips". Dentre as dicas dela:

-Mantenha em mente que estes aspirantes da marinha não podem casar ou assumir filhos enquanto alunos da escola. Baseada nesse fato, tome decisões seguras.


-Os aspirantes da marinha estarão de uniforme. Quanto mais listas no ombro do uniforme, a mais tempo eles estão na escola. Um aluno com nenhuma lista terá, provavelmente, 18 ou 19 anos. Isso significa que não terá acesso a carro e é sujeito a regras rígidas para os finais de semana, o que o dificultará de visitá-la.


-Converse/socialize com alunos com mais listas na manga do uniforme. Eles são os veteranos da escola e têm carros MUITO legais - isso é símbolo de status pra eles.


-Os aspirantes da marinha são típicos meninos: levemente arrogantes e convencidos. Eles são assim porque acreditam ser o melhor que o exército americano tem a oferecer. Escute a tudo que eles têm a dizer, mas acredite na metade.


-Divirta-se, mas lembre-se de que garotos são garotos mesmo que pareçam DEMAIS em uniforme da marinha.


Quase desisti de ir de tão ridículas estas dicas são. Mas ignorando a parte fútil do evento e focando nas partes boas: Annapolis é uma cidadezinha histórica muito bonita dos EUA. A Academia Naval - a qual já havia feito uma breve visita em julho de 2010 - é um lugar grande e encantador. E o baile seria, com certeza, uma programação completamente diferente para o final de semana. Liguei o botão do foda-se, comprei um vestido novo na Forever XXI, e resolvi ir com mais três amigas.
(Detalhe: entramos de graça. Um blog publicou a informação errônea de que era possível comprar ingressos na entrada do evento, mesmo estando esgotados na venda online. O aspirante da porta teve "piedade" das quatro au pairs sem ingressos e nos deixou entrar sem pagar.)

Como a maioria dos alunos são menores de 21, bebidas alcóolicas não são permitidas na festa. E como eles têm uma rotina rígida de aulas, o baile termina à meia noite em ponto. Todos os aspirantes da marinha têm de estar (e manter-se, durante toda a noite) uniformizados. Foi quase uma volta aos bailinhos do ensino fundamental. Os meninos ficam confabulando em grupinhos, decidindo quais meninas pedirão pra dançar. E até agora a única festa black tie americana de qual fiz parte. Foi divertido mudar os ares e valeu a experiência, mas o baile não é grandes coisas.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Return Flight Information‏

Praqueles que diziam cedo pra pensar na volta, a Au Pair in America acaba de prová-los errados. Recebi o e-mail "Return Flight Information": "Since it's almost time to select your flight home, you will soon receive information about your return flight in the mail. Please read all the information and request your Flight no later than the deadline listed".

Em pouco tempo, terei a data exata da volta ao Brasil. E agora não há extensão que adie.

Departure flight

Por coincidência, hoje, reencontrei a pasta de fotos que meu pai tirou pelo celular no aeroporto em São Paulo, no dia da minha viagem, em fevereiro de 2010. As últimas tiradas com minha família e a primeira tirada com as brasileiras tão queridas. Parece que foi há décadas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Minha vira-lata


Dia 4 de abril fez dois anos que eu adotei Amelie, a minha vira-lata. E eu comemoro a data, porque foi, além de um dos dias mais felizes da minha vida, uma das minhas maiores conquistas. Desde que me conheço por gente tentava convencer meu pai a me deixar adotar um cachorro, mas, com o agravante de morar em apartamento por mais da metade da minha vida, passei muito tempo perdendo a batalha. Tantas foram as tentativas frustradas que acabei aceitando, lá pelos 11 anos, a me contentar com hamsters. Tive nove em um intervalo de seis anos, aproximadamente, e os amei muito. No entanto, ter estes bichinhos como pet judia muito do coração. Vivem entre dois e três anos. Sempre me apegava a eles e depois os perdia.

Em 2008, mudamos para uma casa e eu voltei com todos os meus argumentos e insistência. Em uma tarde de abril de 2009, sem sinal de que eu estava prestes a conseguir, saindo do shopping com minha mãe, ela me diz: "Seu pai te deixou adotar uma cachorra". Foi, sem dúvida, uma das melhores surpresas da minha vida. Dirigimos até uma clínica veterinária de um conhecido da família (que, inclusive, era o "médico" dos meus hamsters) que sempre tem cachorros pra adoção.

Naquela mesma tarde, um filhotinho macho encontrado na rua tinha sido levado à clínica. Já havia sido vacinado e acabava de sair do banho. Eu o carreguei e ele tremia muito. O outro cachorro pra adoção era uma fêmea, já adulta, de porte pequeno, vira-lata. O veterinário a encontrou perdida atravessando uma pista no fim de dezembro e, desde então, ela vivia num cubículo da clínica, esperando alguém quere-la. O que me fez realmente decidir por ela foi a resposta à minha pergunta "Qual tem mais chance de ser adotado?": "Quase sempre, as pessoas querem filhotes". E foi aí que resolvi acabar com a espera de quatro meses da cachorrinha e levei pra casa a criatura que se tornou o amor da minha vida.

O nome veio do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", um dos meus preferidos. Amelie é a recompensa por todos os anos de espera. Nem precisou ser ensinada e só fazia as sujeiras no quintal. É calma, pouco late (a não ser que o cachorro vizinho, inimigo número um dela, lata na casa da frente), carinhosa e engraçada. Sinceridade, ela é feinha, uma mistura de várias raças, acredito. Orelhas enormes, focinho longo, pêlo descontrolado, costelas saltadas. Mas como boa dona, é, pra mim, a cachorra mais fofa do mundo.

Qualquer pessoa que tenha um cachorro sabe quanto o amor por essas criaturas cresce e toma conta do coração. Sabe o lugar e a importância que eles acabam tendo na vida e tornando-se membros da família. Entretanto, acredito que só quem adota consegue sentir a gratidão transparente e o apego dos adotados. É emocionante e uma das sensações mais gratificantes. De tal forma que até meu pai é, hoje, apaixonado pela Amelie. A ponto de, quase dois anos depois, resolver adotar uma segunda cachorra.


Lola (nomeada contra minha vontade) foi abandonada no bairro do serviço dele e tinha acabado de perder um filhote recém nascido atropelado. Chegou em casa assustada e demorou um pouco a se acostumar. Ela e Amelie já estão amigas e têm, hoje, o amor e atenção que todo cachorro merece ter. E eu que por tantos anos lutei por ter uma cachorra, tenho duas, sem nem ainda conhecer a segunda. Somos agora uma família de seis membros.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Disney 2011


E pra quem sonhava em conhecer a Disney, tê-la como destino de viagem duas vezes em menos de um ano não é pouca coisa. É resultado da minha fé no Segredo, diria minha mãe. Pode ser. Dessa vez, de "gaiato", meio a serviço, meio a passeio, com a família americana. Por este motivo, as acomodações foram um pouco melhores as da viagem anterior (bancada totalmente pelo meu bolso). Ficamos hospedados num dos Resorts do parque Animal Kingdom, a Kidani Village, dentro do complexo da Disney.

Passamos cinco dias e quatro noites, visitamos o Magic e Animal Kingdom. No primeiro, passeamos por quase seis horas, da manhã à tarde. Como o nosso ingresso permitia que voltassemos no mesmo dia a hora que quisessemos, resolvemos assistir a Main Street Electrical Parade às 23h, depois de um breve descanso. O Magic Kingdom ficaria aberto até às 3h para hóspedes de hotéis da Disney, o que resultou em brinquedos sem fila de espera. Saímos do parque às 2h, com os meninos capotados no vigésimo sono. Deu para ir a diversas atrações que não havia conseguido na primeira visita ao parque no verão de 2010.

O Magic Kingdom é um lugar encantador e um completo must-do em Orlando, Flórida. É o parque principal entre quatro dentro do complexo Disney (Animal Kingdom, Hollywood Studios e Epcot). Pode ser aproveitado por todas a idades, mas foi feito em todos os aspectos para agradar as crianças, portanto, não espere por atrações mais radicais. E é enorme, impossível de faze-lo em um só dia por completo. (Para os melhores brinquedos, visite os dois parques da Universal.)


Aproveitamos dois dos dias na piscina do hotel, nos 30°C da Flórida. O resort é lindo, e cerca uma área chamada de Savannah, onde vivem diversos animais, entre eles zebras, girafas e avestruzes. Era abrir as portas das sacadas e dar de cara com os bichos. Conheci nesta viagem a Downtown Disney, centro comercial do complexo, com diferentes restaurantes (dentre eles, o T-Rex, onde almoçamos), a loja - lo.ta.da - da Lego, Planet Hollywood, e o espetáculo La Nouba do Cirque du Soleil.

E é claro que para encerrar a viagem algum causo tinha de acontecer. No aeroporto em Orlando, comprando nossa janta, eu parei antes de entrar na fila do restaurante de fast food Chick-fil-a, esperando a mãe americana. Uma mulher, acompanhada da filha, parou atrás de mim, achando que eu já estivesse na fila. Virei e falei: "Pode passar, não estou na fila". E assim que a mulher me respondeu "Ah tá, obrigada" e passou, eu notei que estava falando com a Courtney Cox, a Monica do seriado Friends. Meus olhos arregalaram e eu comecei a tremer. A mãe americana que precisou pedir para tirar as fotos porque eu travei. Só consegui dizer o "Thank you so much" para agradecer pela foto. Eu simplesmente AMO Friends de paixão. Foi um fim digno de uma viagem à Disney.